Há 23 anos trabalhando no Jardim Aquarius

Porteiros do Edifício Altos do Esplanada II vivenciaram toda a transformação e o crescimento do bairro

Os primeiros prédios do Jardim Aquarius foram entregues em novembro de 1989: Altos do Esplanada I e II, que foram construídos pela mesma construtora na então pacata Rua Dr. Vicente de Filho Neto. Naquela época, havia também o Diamond Park, situado do outro lado do bairro, próximo à Avenida Cassiano Ricardo, na hoje movimentada Rua Benedito Oswaldo Lecques.
Quem acompanhou toda a transfor-mação e urbanização do bairro foram os portei-ros do edifício Altos do Esplanada II, João Bosco dos Santos e José Alves Brizola – que entraram no prédio um ano após a inauguração do condomínio. “Não havia nada aqui. O Edifício Ponta Negra – também um dos mais antigos do Jardim Aquarius – estava em construção. Na época não existia problema de segurança, muito menos de trânsito. O curioso é que vacas ocupavam a rua, vindas do terreno que permanece até hoje e fica do outro lado da Avenida Cassiano Ricardo. Os animais atravessavam a avenida e vinham para a Rua Vicente de Filho Neto. Ninguém saía ou entrava no prédio. Era preciso chamar alguém para ‘tocar’ as vacas”, contam.
Mesmo cientes de que poderia haver um crescimento do bairro, os porteiros jamais esperavam que o desenvolvimento alcançasse as proporções atuais. “Não imaginávamos que ficaria do jeito que está agora. Começou a sair prédio e daí não parou mais, principalmente de uns quinze anos para cá. O que ajudou o crescimento foram os comentários na década de 90 referentes a um grande hipermercado que se instalaria na região, o que de fato ocorreu. Era obra atrás de obra, o que continua até hoje”, enfatizam.
A então belíssima vista de cima dos prédios, que antes possuía vasto alcance, foi obstruída por um emaranhado de arranha-céus. “Dava para enxergar praticamente a cidade intei-ra, era uma vista linda. Conseguíamos ver até mesmo aviões decolando. Atualmente não se enxerga absolutamente nada. Só vemos muros e prédios”, relatam João B. dos Santos e José A. Brizola.
Quanto ao principal problema ocasionado pelo crescimento desordenado, os entre-vistados destacam o “incorrigível” transtorno da mobilidade urbana. “O grande problema é a falta de vagas nas estreitas ruas. Não há onde parar. É preciso dar diversas voltas para talvez e com sorte encontrar uma vaga apertada“, avaliam.

“Outra questão que desestruturou o bairro dispõe sobre as chegadas de prédios comerciais. Isso piorou muito a mobilidade no Jardim Aquarius,  principalmente no horário comercial. E como ainda tem muitos prédios saindo, tanto residenciais como comerciais, a tendência é piorar ainda mais. A região está saturada”, complementam.
Segundo eles, que possuem 23 anos de experiência no Aquarius,  novos moradores optam por edifícios localizados do outro lado do bairro. “O pessoal dá preferência para a vista das janelas. Deste lado do bairro não tem mais vista, tudo encoberto pelo emaranhado de prédios”, resumem. Questionado sobre o “Dia do Porteiro” , João e José fazem questão de mandar uma mensagem aos colegas.
“Parabenizo toda a nossa classe profissional. Temos que saber trabalhar, tratar bem os condôminos para sermos bem tratados. Ao longo do tempo conhecemos muita gente e fizemos diversos amigos aqui, graças a Deus”, encerram.

 

LIFE | cotidiano - Publicado 18:23 | - Redação

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