Novo ginásio do Teatrão não vai atender capacidade exigida pelo NBB para final

Informações preliminares apontam público total de 4,5 mil pessoas; regulamento exige capacidade mínima para 5 mil

Foto: PMSJC

Cidade que respira basquete, São José dos Campos terá até o final de 2019 um novo ginásio, que terá capacidade para cerca de 4,5 mil torcedores e será o maior da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O palco esportivo terá 4 mil assentos – além de uma área que acomodará cerca de 500 pessoas em pé.

Segundo a prefeitura, o novo ginásio será utilizado por diversas modalidades esportivas, tanto as desenvolvidas pelo programa Atleta Cidadão quanto por atletas do alto rendimento, que é o caso do basquete. Apesar de o novo ginásio possuir mais do que o dobro da capacidade do Lineu de Moure – onde o basquete joseense manda os seus jogos -, a segunda maior cidade do interior paulista continuará sem poder receber grandes finais esportivas.

O regulamento do NBB (Novo Basquete Brasil) exige capacidade mínima de 5 mil torcedores para a partida decisiva. A final de 2012 ainda está viva na memória da fanática torcida joseense. Na ocasião, o São José foi obrigado a mandar a decisão contra o Brasília em Mogi das Cruzes. Mais de 60 ônibus levaram os torcedores até Mogi, distante 60 quilômetros de São José dos Campos. O São José acabou derrotado pelo time da capital federal.

Foto: PMSJC (previsão de conclusão do ginásio é para o segundo semestre deste ano)

Ciente da tradição esportiva da cidade e da força que o basquete exerce na população, a prefeitura deveria rever o projeto e dar um jeito de acrescentar mais 500 torcedores à capacidade total do novo Teatrão. O assunto já foi abordado por este mesmo site em 2016. É melhor resolver esta questão agora antes que ocorra mais uma disputa de título fora da cidade em decorrência da falta de capacidade do ginásio! Ou seria desinteresse?

A reportagem solicitou à prefeitura uma imagem do projeto do novo ginásio e aguarda recebimento para divulgação.

Foto: PMSJC

Esqueletão, sinônimo de incompetência e desperdício – A construção da Arena Municipal de Esportes, no Jardim das Indústrias, prometia ser a nova casa do basquete joseense. Iniciadas na gestão tucana de Eduardo Cury e ignorada na administração de Carlinhos, as obras estão paradas e simbolizam um grande desperdício de dinheiro público – além de causarem grande poluição visual no cenário da Via Oeste. A obra consumiu R$ 33,3 milhões dos cofres municipais.

História do Teatrão – A construção do complexo foi idealizada na década de 70 pelo ex-prefeito Sérgio Sobral de Oliveira com a proposta de ser um centro de artes e convenções. Projetado pelo arquiteto Luiz Erasmo Moreira, o espaço enfrentou seu primeiro problema logo na inauguração, em 27 de março de 1977. A festa estava a cargo da Orquestra Sinfônica Estadual, regida pelo maestro Eleazar de Carvalho. No entanto, descobriu-se no dia do grande evento que o prédio não tinha acústica adequada e a orquestra teve que se apresentar do lado de fora.  Uma forte chuva interrompeu a apresentação e parte da área foi toda alagada.

Em 1981, o complexo foi doado ao São José Esporte Clube como incentivo ao time de futebol, tendo a condição de mantê-lo preservado e em funcionamento para população. Após a crise financeira do clube e o abandono do espaço, a prefeitura, por meio de acordo celebrado na Justiça, retomou 70% da área do complexo para uso da população.

LIFE | cotidiano - Publicado 14:12 | - Redação

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