Alvo de reclamações constantes dos joseenses, reunião de jovens regados a funk chulo, drogas e álcool não deveria ser assunto de polícia. Problema começa dentro de casa – onde também está a solução. Por Marco Osio Pugliesi

Poucas práticas da atualidade conseguem desagradar tanta gente como os fluxos de funk. Sejam pelo som insuportável e vulgar, consumo de drogas e bebidas ou pela sujeira devastadora, os chamados fluxos ocorrem pelos quatro cantos da cidade sem restrições entre áreas nobres ou periféricas. Daí eu lhe pergunto, prezado leitor: qual a semelhança entre o Jardim Aquarius e o Campos dos Alemães? O repúdio por estas aglomerações! Sim, o fluxo incomoda tanto os mais favorecidos quanto os menos favorecidos.
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Já dizia minha mãe lá nos idos dos inesquecíveis anos 70: educação vem de casa. Não se aprende na rua. E nem na escola! Como frequentar um local regado por práticas ilegais? Como participar de uma aglomeração tendo a plena ciência de que a sua “diversão” certamente incomoda centenas de idosos, crianças e doentes?
Não consigo imaginar a resposta. Mas é isto o que faz milhares de jovens, sejam eles moradores do Aquarius ou do Galo Branco. E qual a função da polícia nestes casos? Zelar pela ordem pública! E é o que a polícia faz, nobre leitor! Agora é humanamente inviável deslocar centenas de homens responsáveis pela segurança pública para acabar com fluxos espalhados pelos quatro cantos da cidade. Até porque no Brasil se alcoolizar em local público não é proibido, desde que não represente ameaça ao sossego público. A pergunta que fica é: onde estão os pais deste garotos e garotas?
Não se trata de um problema diretamente ligado à segurança pública. E sim relacionado à falta de educação e à ausência de cidadania. De jovens criados sem limites. Minha amada mãe também dizia há mais de 40 anos: o meu limite termina onde começa o seu, amigo leitor! Por estas e outras que lhe convido a raciocinar.
O fluxo é sim um problema meu. E seu. De toda a sociedade! Que continuemos fazendo nosso papel de cidadão. Denunciando. Ensinando aos nossos “sucessores” nesta vida os verdadeiros significados das palavras respeito e educação! É o que nos cabe! Excelente leitura e até outubro. Forte abraço!
Este texto é autoral e não representa opinião da Life







