Projeto do prefeito Anderson Farias que propõe a concessão do Parque da Cidade deve ser votado na Câmara, enquanto grupos da sociedade civil acompanham a votação com posicionamentos contrários e pedidos de mais debate público

A Câmara Municipal de São José dos Campos deve realizar nesta terça-feira (16) a votação de um dos projetos mais polêmicos do ano: a concessão do Parque da Cidade Roberto Burle Marx à iniciativa privada. A sessão, marcada para às 9h, será a última do Legislativo em 2025, antes do recesso parlamentar.
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A proposta, enviada pelo prefeito Anderson Farias (PSD), autoriza a concessão do parque à gestão privada por até 35 anos. O contrato prevê um investimento de R$ 167 milhões ao longo do período. A concessão incluirá a administração, operação e manutenção do parque, além da exploração econômica, como serviços de alimentação e novos empreendimentos no local, sem cobrar ingresso dos visitantes, que continuarão com acesso gratuito.
Pontos principais do projeto
Investimento de R$ 167 milhões em melhorias e revitalização do parque.
A construção de um novo teatro municipal e restauro do patrimônio histórico, incluindo a Tecelagem Parahyba, patrimônio tombado.
A instalação de um Centro de Convenções no espaço da Tecelagem Parahyba.
Garantia de gratuidade para o acesso ao parque, mas com possibilidade de exploração comercial de serviços e áreas para gerar receita.
A proposta de concessão tem gerado grande debate na cidade. A prefeitura de São José dos Campos alega que o parque está subutilizado e que a concessão pode trazer benefícios à população. Além disso, o projeto busca aliviar os R$ 4 milhões anuais gastos com a manutenção do parque, que hoje são arcados pelos cofres públicos. O prefeito tem feito vídeos em suas redes sociais enaltecendo as supostas vantagens do seu projeto.
Por outro lado, movimentos contrários à concessão argumentam que a privatização do espaço representa uma tentativa de elitizar o parque, com interesses voltados para o lucro de empresas privadas, e que a decisão está sendo tomada sem uma discussão pública adequada.
Movimento social contra a concessão
Grupos da cidade, principalmente de esquerda e defensores do patrimônio público, têm se mobilizado contra a privatização do parque. O argumento é que o Parque da Cidade, símbolo da cidade e do patrimônio ambiental e cultural de São José, não deve ser entregue ao setor privado, mas sim mantido como um bem público acessível a todos. A frase “O Parque é do povo!” tem sido amplamente disseminada como lema dos protestos.
O que esperar da votação?
Com a maioria do prefeito na Câmara, a expectativa é que o projeto seja aprovado, embora haja uma forte oposição. A sessão de amanhã promete ser tensa, com manifestantes e defensores do parque marcando presença.
A votação também ocorrerá no contexto de outras discussões importantes para a cidade, como o orçamento de 2026 e o parcelamento de dívidas com o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais.
A população está atenta ao futuro do Parque da Cidade, que é uma das principais áreas de lazer e convivência em São José dos Campos. As próximas horas serão decisivas para o futuro deste importante patrimônio da cidade.
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6 Respostas
Eu particularmente não sou a favor pelo grande motivo de com a construção de novos projetos certamente serão retiradas muitas árvores do parque!
Precisamos muito do meio ambiente e parece que isso não se fala!A nossa linda cidade de São José está a cada dia mais quente pois quando se há a necessidade de remover uma árvore antiga não se tem a preocupação da Prefeitura em plantar outra no lugar!
São José e dotada de 98% de políticos lixo humanos, por isto a importância de passar a administração pública para privada, insetos dentro da política incompetentes.
A palavra chave é aliviar os 4 milhões anuais gastos para manutenção. Essa grana em destino mais “nobre” , ou seja, bancar aumento de salários e penduricalhos. Óbvio que vai ser aprovada à revelia do que o povo quer.
Tem que derrubar esse pavilhão horroroso, terrivelmente quente!
😡 É preciso amadurecer essa ideia!
De 30 ou 35 anos de concessão, acho absurdo!
20 anos no máximo!
Precisa de muita transparência antes de bater o martelo!
O que tem q fazer…não sei…
O q vejo muitas árvores q caem ou sai retiradas e nada de reposição…
A entrada principal…acabaram quase todos ceboleiros…está escalpelada…
Desde q funciona p o público, como educadora visitava c meus alunos complementando projetos ambientais…
E vejo uma decadência da área verde…
Perdeu se muito…
Seriam inúmeras observações…
Que o melhor seja feito c consciência, p preservar nosso patrimônio.