Editorial: Pare, converse e reflita: Não nos cabe julgar!

Ouça os necessitados pelas ruas sem a pretensão de avaliar se as tristes histórias de vida são reais ou farsantes. A mudança coletiva é a única que pode melhorar o mundo
Por: Ana Glaucia / @anabogalhos

Foto Life

Neste fim de semana, em um trajeto de 10 minutos de carro, nos deparamos com uma cena que se repetiu com muita frequência: pessoas pedindo ajuda. Quando meu marido fez um comentário sobre uma senhora, eu disse: “A assistência social já veio falar com ela, mas ela está sempre ali”. Então meu marido respondeu: “mas claro, é onde ela está ganhando o sustento dela, o que a assistente social pode fazer? Arrumar uma cesta básica? A gente se incomoda de ver a pobreza e acha que isso resolve”. Foi essa resposta dele que me fez refletir. Nos incomodamos ou compadecemos? Ver a pobreza é ruim, pois ela nos mostra uma realidade que tentamos esconder de nós mesmos, pois somos hipócritas. Fingimos nos importar ligando para a assistência social. Mas, no fundo, o que queremos, não é que o problema daquela pessoa se resolva, mas que tirem o problema da frente dos nossos olhos. Então, para corroborar com nossa hipocrisia vamos mais a fundo com frases como “isso é uma máfia”, “vai aumentar a criminalidade por aqui”, “os políticos é que precisam resolver este problema”.
Há quem veja a humanidade do outro. Esses dias fiquei sabendo que pagaram um Uber para levar um senhor para casa que estava pedindo pelo Aquarius, pois ele havia recebido muitas doações e não tinha como carregá-las. Você pode achar que todos que ajudaram o homem viram a humanidade dele… mas não. Há quem apenas quis que ele parasse de gritar. Ele não se importa, ele queria a comida. Mas, temos na história os que olharam para ele e resolveram um problema, mesmo que um mísero problema pontual: como voltar para a casa.
Não vamos conseguir fazer isso com todos e muito menos resolver a fome, mas ao menos uma vez, uma única vez tente entender o problema de quem está passando por necessidades. Tente solucionar o problema pontual de alguém, e sim, continue chamando a assistência social ou polícia, mas também pare e converse.
É interessante, quando fazemos isso conseguimos identificar se a necessidade é real ou algo forjado, afinal existem farsantes, mas mesmo assim o problema da farsa é deles, não nos cabe julgar. Mas uma coisa eu garanto, algum problema dentro de você será solucionado. Você será uma pessoa melhor e essa mudança coletiva sim, essa sim pode mudar o mundo! Acredite nisto!!

Editorial por: Ana Glaucia / @anabogalhos

LIFE | cotidiano - Publicado 13:19 | - Redação

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Comentários:

3 thoughts on “Editorial: Pare, converse e reflita: Não nos cabe julgar!

  1. Wal disse:

    👏👏👏👏👏

  2. Antonio Matozinhos disse:

    Concordo em muito com tudo isso,mas tenho de confessar que seja o ato de doar algo ou apenas pre julgar realmente vai apenas afagar nossa consciência momentaneamente e esse fato muitas vezes vai apenas piorar o problema, sei também que a rede de apoio do município tem e faz um papel de grande relevância e não só fornece uma cesta básica, cadastra ,acompanha e auxilia de várias formas, essas famílias que nesse momento pode até não ser somente de retirantes temporarios que passam por cada cidade pelo seu caminho e que geralmente vai acabar somente numa grande metrópole como Sp,Rio,etc mas mesmo nesses casos a prefeitura tem agido de forma investigativa,para saber a real intenção daquele(a) transeunte muitas vezes oferecendo passagens e apoio para retorno a terra natal e outras vezes ,quando constatando a intenção de permanecer na cidade ,com a inclusão nos programas de apoio social e de inclusão escolar…e não são poucos . Porém infelizmente muitos não aceitam tal ajuda e preferem ou acham que naquela situação ou momento aquilo é o mais pratico,certo,o necessário a se fazer e que principalmente no caso de crianças que sendo tanto observadas como obrigadas a pedir ou oferecer alguma coisa em troca de uns trocados,e conforme suas desenvolturas,são aliciadas por traficantes,para se tornarem soldados do tráfico e isso já foi constatados em diversos casos,além de realmente desenvolverem,praticas de roubos furtos e intimidações…infelizmente isso veio a piorar muito por causa da pandemia…e sim devemos combater e claro ajudar como pudermos. Mas existem meios corretos para isso…se a autora do texto nunca acompanhou a ronda social ou outro tipo de apoio feito pela prefeitura deveria acompanhá-los por um dia.

  3. Georges C. Costaridis disse:

    Por quê será que ninguém fala da obrigação máxima que nossos donos devem ter em melhorar ou ao menos diminuir o grau de miséria da população que lhes pagam a vida nababesca? Um país com milhões de miseráveis e vivendo em condição sub humana enquanto alguns deitam e rolam na grana pública, com salários fora da realidade, benefícios e penduricalhos imorais e agora inventando até entrelinha para dobrar salário é um país justo? No país onde , segundo o atual presidente ninguém passa fome, gastar milhões com picanha bancada com o dinheiro dos impostos enquanto muitos comem farinha com água quando tem os 2 é justo? É correto? Usar um cartão corporativo passe livre além de tudo o que recebem é justo? Cabe sim a nós julgar! Não os que estão por aí pedindo uma ajuda para sobreviver, mas aqueles que os mantêm nessa condição e com a nossa conivência. E “democraticamente” ser obrigado a votar a cada 4 anos num candidato a messias e virar as costas depois não vai resolver absolutamente nada.

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