Editorial: Falecendo nos hospitais, falindo nos bancos.

Então a pandemia fez aniversário.

Por Ana Glaucia | @analucente
Há 1 ano vivíamos um momento de extrema incerteza. “Fica em casa”, “vai passar”, “vamos achatar a curva”, “é para o bem de todos”, “vamos salvar vidas”. Todas estas falas acompanhadas de campanhas de doação de alimentos, lives infinitas na TV e música nas sacadas davam o tom da pandemia da empatia. Mas os dias foram passando. Por um lado as reservas de dinheiro foram diminuindo e a pilha de contas aumentando, e por outro as filas para internações, quantidade de mortos ia apenas aumentando.
Depois de 1 ano, todos conhecemos alguém que foi intubado ou alguém que morreu de covid. Antes o que parecia distante bateu a nossa porta. Não se fala mais em lives infinitas na TV ou  música nos bairros. As sacadas esbanjam falta de respeito e a arrecadação de alimentos tem sido muito menos frequente.
Curva achatada? Coincidentemente ela aconteceu no período das eleições, e só. As notícias mudaram. Hospitais lotados ou perto de lotação total. Muito mais mortos e muito mais casos. Mas aquela reserva de emergência acabou. O dono do café tenta sobreviver. Como se faz delivery de café? E de corte de cabelo? Como é o Drive-Thru de uma academia?
“Negocio se recupera, vidas não”. Essa foi uma das frases mais infelizes que ouvi. Será mesmo que se recuperam? Será mesmo que o sustento de uma família não importa também? “Vamos acabar com a economia de grande parte da população, eles podem depender do Governo.” Olha que ideia genial, quem pensaria numa narrativa assim? “Ahhh mas tem a linha de crédito, ouvi o governador falando”. Vamos pensar, então quer dizer que um banco está disposto a emprestar dinheiro para  uma pessoa que está a beira da falência, está tentando pagar o empréstimo do ano passado e esta sendo processado porque não pagou encargos trabalhistas para a funcionária que demitiu por não ter recursos? Ok, então vamos todos parar de comer agora, voltamos a nos alimentar depois que a pandemia acabar. Vamos virar ursos e hibernar. Diante disso tudo, infelizmente o filho da senhora que faleceu de covid está está sendo tratado como um assassino. O senhor que tenta sobreviver abrindo sua loja foi tratado como bandido. Para coibir fluxos, com intensa aglomeração e consumo de drogas, foi preciso ajoelhar aos pés das autoridades para que encontrassem uma solução, mas basta denunciar quem tenta ganhar o pão que vemos a agilidade da polícia em poucos minutos. Gostaria de um dia conversar com um policial e saber o que ele sente quando trata um trabalhador como bandido. A dona da loja de roupas é mais culpada pelo aumento de casos do que o fluxo. Quanta inversão de valores. “Ahhhh falou, falou… e cadê a solução?” Vejo que falta fiscalização de verdade para coibir aqueles que insistem em não respeitar o mínimo, e para dispersar aglomerações clandestinas assim, culpar quem é culpado. Ahh, e claro, a tal da empatia, lembram dela do ano passado? Nos falta a pandemia da empatia. Como? Ajude quem precisa trabalhar. Consuma produtos do seu bairro. Compre do comércio pequeno. Não saia de casa para passear sem necessidade. Se você pode trabalhar de casa, então fica em casa. Álcool 70% e máscara são grandes aliados ainda. Por último e não menos importante… pessoas vacinadas, vocês ainda podem pegar e transmitir o vírus. Os cuidados continuam os mesmos para rodos. Nosso próximo  precisa viver e precisa sobreviver.
Não se enganem, as vítimas estão falecendo nos hospitais e falindo nos bancos. Já passamos do limite da incerteza, precisamos nos unir para não perdemos a esperança.

Editorial escrito por Ana Glaucia | @analucente

LIFE | cotidiano - Publicado 21:07 | - Redação

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Comentários:

25 thoughts on “Editorial: Falecendo nos hospitais, falindo nos bancos.

  1. Wal disse:

    Excelente!👏👏👏👏

    • José Maria Paranhos disse:

      De fato, é de extrema importância recuperar a lucidez em meio à incitação ao pânico, praticada a maior das vezes em simples pretexto para desvio de recursos ou palanque eleitoral macabro. Os estragos feitos por políticos de lockdown são duros justamente nos menores negócios, responsáveis pela maior parte dos empregos formais. Sem renda e, em consequência, sem arrecadação de impostos, como se sustenta um sistema de saúde?

  2. Luís Okamoto disse:

    Exatamente isso!
    Mas, enfim… enquanto esta pandemia estiver sendo tratada como uma questão política, estaremos todos no “olho do furacão”.

  3. João II disse:

    Demaisssssss! 1k likes

  4. Dora Barros disse:

    Isso porque a economia também mata assim como o coronavírus. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come… então vamos enfrentar o bicho. (Fazendo a nossa parte)

  5. Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

    Não consegui ler; a razão, perdi o fôlego. Não tem quebra de parágrafos.

    • Rosângela disse:

      Uai, eu achei cinco! Será que você não achou porque não tinha degrauzinho? Isso já caiu desde o século passado… tenta ler silenciosamente – o texto está muito bem pontuado!

      • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

        Rosângela, rainha do baile, anda sumida!

    • TightPanties disse:

      Xiii…perdeu o fôlego ? Deve ser Covid.💀

      • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

        🦭🦭🦭🦭🦭🦭

    • GUILHERME HENRIQUE DE CASTRO disse:

      Meio inconexo essa reportagem minha opinião

    • José Maria Paranhos disse:

      Talvez resultado dos ótimos préstimos da educação Paulo Freire.

  6. Guida Ribeiro disse:

    Qual a proposta? O que significa “nos unir”? Todos os cientistas especialistas dizem que A ÚNICA SAÍDA PARA ESSA CRISE ABSURDA QUE O GOV. FEDERAL DEIXOU CHEGAR É LOCKDOWN. E claro, lockdown se faz com AJUDA FINANCEIRA, outra coisa que o Gov. Federal se recusa a dar.
    Porém, me diga, qual é sua proposta? Por que seu texto não elucida a saída. A saída é pararmos de colocar economia e vidas como se fossem dois polos opostos. Não são! E textos como o seu só ajudam a desinformar.

    • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

      👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽

      Vacina já!!!!
      Fora Bolsonaro genocida!! ⚰️⚰️⚰️

  7. Joaquim Dias disse:

    Com essa pandemia todos estamos surtando, não aguentando mais, home office, Netflix, now , séries mil, contas a pagar pois o dinheiro acabou, então vamos nos ajoelhar e pedir para nosso pai do céu para que nos de sabedoria e fé para estas provações pois tudo vai passar e poderemos abracar os parentes, os amigos, passear, ir a praia e ver o sol nascer.

  8. Gustavo disse:

    O caos que vivemos é de difícil solução, e no nosso caso ainda temos como agravante a falta de coordenação entre os entes federativos, politizando uma questão de saúde pública e as atitudes dos cidadãos, que deveriam estar unidos e atacando um mal comum.
    Conforme dito no início do texto, em março de 2020 vivíamos momentos de incerteza. Hoje já podemos ter algumas respostas com base no que foi feito nos últimos 12 meses, e tirar algumas conclusões. Medidas de isolamento (rígidas ou não, a depender do momento) são extremamente necessárias, mas de nada adiantam se no primeiro feriado a população lotar as praças, e der aquela “escapada” para a praia e serra, piorando o caos para nossos vizinhos de cidades com pouca infra estrutura hospitalar.
    É justo criticar os fluxos e o quanto eles podem colaborar para a propagação do vírus, mas é incoerente focar a crítica no fluxo e ignorar pessoas que um ano depois (pasmem) ainda insistem em fazer suas corridas, caminhadas e pedaladas sem máscara, vão para a praia na primeira oportunidade aglomerar nos mercados e areias do litoral e pleiteiam a vacina mesmo tendo vinte o poucos anos e nunca tendo pisado na linha de frente de um hospital (mas por serem “estudantes da área da saúde”), ao invés de exigir vacinação para garis, motoristas e cobradores que se expõem para nos atender diariamente (em situações extremamente insalubres do ponto de vista biológico).

    • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

      Gustavo: verdade. No Aquarius, parece que as pessoas são virus-free! Várias pessoas não usam máscara; e passam correndo, jogando suor e bafo na nossa cara! Deveriam ser presos ou processados por crimes contra a saúde pública! E essa moda de academias usaram praças e até ruas sem saída do Aquarius? 10-13 alunos ao mesmo tempo correndo, alguns com máscara no queixo, outros com a máscara apenas na boca?!?! Quem precisa levar os idosos, bebês e dogs para passear, n!ão pode, pois esse pessoal tomou conta dos locais públicos para ganhar dinheiro! Se a Prefeitura acha que isso é ok, então, que eles paguem IPTU, e taxa de iluminação pública, e taxa por utilizar local público, para vender produto! Sim, isso é ser camelô!

      • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

        Esqueci de dizer: e nos condomínios que nos finais de semana, as piscinas ficam lotadas!! No meu, sábado e domingo, parece o piscinão de ramos! Ninguém de máscara! O vírus circulando para todo lugar! Tem um porém, ninguém sabe ainda, como é a transmissão em piscinas! Não existem estudos conclusivos! No esgoto, por exemplo, já encontraram corona!

  9. Gustavo disse:

    Exatamente, Bruno. Vejo um pouco de incoerência em focar as críticas nos fluxos (que devem sim ser criticados), e ignorar nossos “atletas” (não são poucos) que não utilizam máscara.
    Sobre os condomínios, realmente, a falta de informações precisas e regras unificadas, colabora em muito para esse cenário que você citou. A transmissão pela água parece pouco provável, em razão do tratamento, mas ninguém entra na água de máscara, e aí mora o risco.

  10. Juscelino disse:

    O sonho desse Bruno – oficial é morar no Aquarius.

    • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

      Meu sonho é morar em Miami, menininhas!

  11. Juscelino disse:

    O sonho desse Bruno – oficial é morar no Aquarius

  12. Eduardo disse:

    O sonho desse Bruno – oficial é morar no Aquarius

  13. Georges Christian Costaridis disse:

    A situação mostra nada mais nada menos a desorganização e falta de administradores que temos nesse país. Com a falta de um estadista na presidência cada um achou que deve fazer à sua maneira e num país desse tamanho, com um nível educacional muito baixo, conseguir um comportamento racional é impossível. Se tivéssemos feito um ou dois lockdowns como deveriam ser feitos, e Wuhan mostrou como, se o governo não tivesse trocado gestão por mimimi em redes sociais estaríamos não sendo a vergonha mundial mas, pelo menos, participando do esforço globalizado para minimizar o efeito desse vírus.

    • Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

      Georges Christian Costaridis, em 2022, vote no Bolsonaro do partido GENOCIDA (PG)! Tudo será como na Suíça, taokey?! Dólar R$ 6, gasolina R$ 5,5!!! Está tudo bem! FORA Dilma!!! Fora Lula!!!

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