Disposição e fé para um 2018 de renovação

Em meio a intenso turbilhão político, escolheremos presidente com novas regras eleitorais. Você as conhece, prezado leitor?

Este ano será quente como a temperatura atual, prezado leitor. Teremos ainda neste mês de janeiro o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, em junho Copa do Mundo e eleições no segundo semestre. Você está por dentro das novas regras eleitorais que entram em vigor no pleito de outubro? Para responder é preciso saber as diferenças entre a votação deste ano e a de 2014.

Primeira: não serão permitidas doações aos partidos por empresas. Segunda: a campanha em rádio e TV terá duração de 35 dias, enquanto a campanha de rua não poderá ultrapassar 45 dias – no pleito anterior durava 45 dias na mídia e 90 nas ruas. Teremos, portanto, uma campanha mais modesta do ponto de vista de recursos financeiros e mais curta. Perante estas mudanças, resta aos candidatos aumentar a visibilidade junto ao eleitorado, usar novos meios para cooptar eleitores, já que contarão apenas com as verbas que saírem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – aprovado pelo Senado e Câmara, em cerca de R$ 1,7 bilhão.

Em 2014, só para as candidaturas presidenciais as despesas somaram R$ 652 milhões, 13% do total gasto com as campanhas estaduais para governadores e deputados. Para este ano, a projeção é de um gasto de R$ 300 milhões na campanha presidencial, a metade da anterior. O recurso financeiro limitado e a redução do tempo de campanha elegem as coligações como a maior prioridade dos partidos. Quanto mais ampla a coligação, maior tempo de mídia. O rádio e a TV são os meios que propiciam a massificação do nome e dos programas.

Lembrando: o PT deverá dispor de 5 minutos e 13 segundos e o PSDB, de 4 minutos e 11 segundos. Seis outros partidos – MDB, PP, PSD, DEM, PR, PSB – deverão dispor de 18 minutos e 12 segundos. Com base neste contexto, o caminho que resta aos candidatos é procurar formar coligações com grandes e médios partidos, de forma a aumentar sua exposição.

Outro ponto importante é que a campanha deste ano vai receber grande força das redes sociais. Nessa esfera, Jair Bolsonaro encontra-se na dianteira, contabilizando 4.719.570 seguidores no Facebook, enquanto Lula possui 3.045.933. João Doria conta 1.060.737.

Vale ressaltar, caro leitor, que o marketing político se ampara em pesquisa, discurso, comunicação, articulação e mobilização. Só que mais importante do que estratégias é o interesse do eleitor. Nossa sociedade não pode renegar a política mais uma vez, preferindo que organizações da sociedade civil a representem como associações, sindicatos, federações e setores profissionais. É momento de renovação!

LIFE | cotidiano - Publicado 12:23 | - Redação

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