A culpa é toda sua?

A obesidade é uma das doenças mais estigmatizadas do mundo moderno. Muitos não enxergam a condição como doença e sim como um problema comportamental, relacionado à gula, preguiça e falta de caráter. Outros simplesmente ignoram as consequências do excesso de peso sobre a saúde e querem impor a obesidade como algo normal, que deve ser aceito pela sociedade e também pela própria pessoa, como se a condição refletisse apenas uma questão estética.


O fato é que as autoridades em saúde pública consideram a obesidade um dos maiores problemas de saúde do mundo, estando relacionada a um maior risco de morte e também a doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, esteatose hepática não alcoólica, síndrome dos ovários policísticos, câncer, problemas osteoarticulares, demência e até mesmo Alzheimer.
Segundo a Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro mais utilizado é o índice de massa corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso pela altura elevada ao quadrado. O peso é considerado normal quando o IMC está entre 18,5 e 24,9. Um IMC entre 25 e 29,9 é considerado sobrepeso. Se for maior do que 30 é classificado como obesidade.
Longe de ser um desvio de caráter ou uma questão estética, a obesidade é uma doença complexa, cujos fatores envolvidos em sua gênese podem ser: a genética, fatores epigenéticos, distúrbios do sono, uso de determinados medicamentos, microorganismos que compõem a flora intestinal, distúrbios endocrinológicos, exposição a disruptores endócrinos, fatores ambientais, problemas comportamentais e outros.
Quando ampliamos o nosso olhar sobre a obesidade, entendemos que se trata de uma doença de extrema importância, que traz impactos significativos para o seu portador e também para a sociedade. A obesidade pode causar morte prematura, prejuízos para a saúde e qualidade de vida. Além disso, é difícil quantificar o enorme dispêndio de dinheiro público e privado com medicamentos, exames, hospitalizações, absenteísmo no trabalho e aposentadoria precoce causada pelas doenças decorrentes do excesso de peso.
A previsão é de que em 2025 haja 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e 700 milhões obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade é estimado em 75 milhões. O que faremos diante desses números? Ficaremos passivos ou lutaremos bravamente contra esse mal que nos aflige?
Existem alguns fatores causadores de obesidade que não são modificáveis como, por exemplo, a genética. Entretanto existem muitos outros que podem ser modificados através da mudança no estilo de vida, manejo do estresse, sono de qualidade, tratamento para transtornos alimentares e desequilíbrio hormonal.
A culpa da obesidade não é sua, mas as mudanças necessárias para combatê-la estão sob sua total responsabilidade. Pode ser que essas mudanças sejam lentas ou extremamente rápidas, o importante é que elas aconteçam. Busque informação de qualidade e ajuda de um profissional capacitado. Obesidade tem tratamento! Vamos juntos à luta?

Dra. Tássia Dornellas Oliveira Bourguignon
Pós-graduada em Nutrologia | CRM-SP 161020
Avenida Cassiano Ricardo, 601, sala 95
Tel.: 12 3922-9821
Instagram: @dra.tassiadornellas

LIFE | cotidiano - Publicado 16:46 | - Redação

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Comentários:

3 thoughts on “A culpa é toda sua?

  1. Elza Pompeo disse:

    Orgulhosa de você, menina linda 👏🏼👏🏼👏🏼. Excelente texto. Informações preciosas e um alerta muito sério de uma situação que vem se agravando em nossa sociedade. E atitude responsável de cuidados com o nosso corpo é agradável diante do nosso Deus. 🌹 Parabéns Dra. Tássia! Deus te encha de sabedoria, graça e amor pela saúde dos seus semelhantes! Um abraço.

  2. Sâmara disse:

    Ótimo texto e reflexão. Parabéns pelo seu trabalho Dra. Tássia!

  3. Tatiana Peroni disse:

    Excelente texto! Muito esclarecedor! Que Deus continue a te abençoar e sustentar nesta jornada!

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