Motorista de aplicativo foi atraído para uma emboscada, ameaçado por criminosos que tentaram colocá-lo no porta-malas e teve o carro usado em outro crime após o assalto em Caraguatatuba

A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens suspeitos de participação em um roubo contra um motorista de aplicativo em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista.
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Segundo a investigação conduzida pela Delegacia Sede da cidade, o crime ocorreu após a vítima aceitar uma corrida solicitada por um aplicativo em nome de “Márcia”. Ao chegar ao ponto indicado, o motorista foi orientado por mensagens no aplicativo a seguir até outro local próximo, nas imediações de um bar no bairro Barranco Alto.
No local, o motorista foi surpreendido por quatro criminosos, sendo dois adultos e dois menores de idade, que entraram no veículo e anunciaram o assalto. Conforme o boletim policial, os suspeitos fizeram ameaças indicando que estariam armados.
Os criminosos exigiram o desbloqueio do celular da vítima e o acesso a aplicativos bancários. Em seguida, tentaram colocar o motorista no porta-malas do veículo.
Durante a ação, a vítima conseguiu reagir, empurrou um dos suspeitos e fugiu correndo até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. Os assaltantes levaram o carro da vítima, um Hyundai HB20 prata.
Ainda segundo a Polícia Civil, os mesmos criminosos utilizaram o veículo roubado para arrombar uma loja de roupas na mesma noite. Diversas peças foram furtadas do estabelecimento.
Após meses de investigação, policiais civis identificaram os dois suspeitos maiores de idade. Mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta sexta-feira.
Um dos investigados foi localizado no bairro Perequê-Mirim, onde também foi apreendido um aparelho celular de interesse para a investigação. O segundo suspeito foi preso no bairro Travessão.
Os dois foram encaminhados à delegacia e permaneceram à disposição da Justiça após os procedimentos legais. Eles irão responder pelos crimes de roubo majorado pelo concurso de agentes, restrição da liberdade da vítima e corrupção de menores.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.





