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Com lance inicial de R$ 195 milhões, área histórica da antiga Tecelagem Parahyba vai a leilão!

Área histórica da Tecelagem Parahyba será leiloada com lances a partir de R$ 195 milhões em São José dos Campos; terreno tem 521 mil m² e bens tombados pelo Iphan

Com lance inicial de R$ 195 milhões, Área histórica da antiga Tecelagem Parahyba vai a leilão!

Com lance inicial de R$ 195 milhões, Área histórica da antiga Tecelagem Parahyba vai a leilão / divulgação

A área histórica da Tecelagem Parahyba será leiloada em São José dos Campos, com lance inicial de R$ 195 milhões. O terreno de cerca de 521 mil metros quadrados, localizado no bairro Santana, na região norte da cidade, integra o conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ficará disponível para lances até o dia 17 de abril, em formato online.


O espaço pertence a empresários desde 2003 e está situado ao lado do Parque da Cidade Roberto Burle Marx, uma das principais áreas verdes do município. Atualmente, a área abriga campos de futebol utilizados por escolinhas e pelo futebol amador, além de espaços alugados para eventos.

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Patrimônio tombado pelo Iphan

Parte da área histórica da Tecelagem Parahyba inclui estruturas protegidas por tombamento federal. Entre elas estão a fachada da antiga Usina de Leite e a arquibancada da Praça de Esportes do antigo clube dos funcionários.

Projetado por nomes como Rino Levi e Roberto Burle Marx, o conjunto arquitetônico possui valor histórico e paisagístico reconhecido nacionalmente. O tombamento obriga o futuro proprietário a preservar integralmente os bens protegidos.

Segundo informações do leiloeiro, intervenções são permitidas, desde que previamente autorizadas pelo Iphan. A preservação das estruturas tombadas é obrigatória, independentemente da destinação que venha a ser dada ao restante do terreno.

História e relevância para a cidade

A Tecelagem Parahyba foi fundada em 1925 e marcou o processo de industrialização de São José dos Campos. A empresa ficou conhecida nacionalmente pela produção e exportação de cobertores, além de campanhas publicitárias que se tornaram populares na televisão.

As atividades foram encerradas no início da década de 1990. O prédio industrial e a residência da família Olivo Gomes também fazem parte do conjunto tombado.

Além das edificações históricas, o terreno possui cerca de 82 mil metros quadrados classificados como Área de Preservação Permanente (APP), o que impõe restrições ambientais adicionais.

Como participar do leilão

Os lances para a área histórica da Tecelagem Parahyba já estão abertos e o encerramento está previsto para 17 de abril, às 11h. A participação será exclusivamente online, mediante cadastro prévio na plataforma da empresa responsável.

O imóvel será vendido no estado em que se encontra, tanto do ponto de vista físico quanto documental. Até o momento da publicação, não havia registro de ofertas.

Em nota, o Iphan informou que a responsabilidade pela preservação do bem tombado é do proprietário, independentemente de quem seja. Caso a área seja vendida, o novo dono deverá comunicar o órgão em até 30 dias após o registro em cartório, sob pena de multa.

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Redação

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10 respostas para “Com lance inicial de R$ 195 milhões, área histórica da antiga Tecelagem Parahyba vai a leilão!”

  1. MARIA TEREZINHA RODRIGUES PEREIRA disse:

    Este espaço não fora comprado pela Prefeitura quando Dra. Angela Guadagnin era Prefeita?
    Quando é que passou para as mãos de empresários?

  2. Rosi disse:

    Eu tenho um cobertor dessa tecelagem.

    Que história.

  3. Rubens Filho disse:

    Imagino o valor do IPTU.

  4. antonio disse:

    O artigo que você linkou (do informa.life) realmente menciona que “o prédio industrial e a residência da família Olivo Gomes fazem parte do conjunto tombado”, o que pode dar a impressão de que a residência está incluída no leilão. No entanto, isso parece ser um erro de redação ou imprecisão jornalística no texto, com base em uma análise mais ampla de fontes oficiais e outras reportagens sobre o mesmo leilão (de fevereiro de 2026).Por que o artigo diz isso (e por que é provavelmente um equívoco)?O artigo descreve o conjunto tombado pelo IPHAN como um todo (incluindo o prédio industrial e a residência Olivo Gomes), mas não especifica que a residência faz parte do lote leiloado. Ele usa linguagem vaga, misturando o patrimônio histórico geral da Tecelagem Parahyba com o terreno específico à venda.
    Em outras reportagens mais detalhadas (G1, Portal Aqui Vale, OVALE, SP Rio Mais, etc.), que citam o edital oficial do leilão (conduzido pela Sodré Santoro), os bens tombados incluídos são apenas:A fachada da antiga Usina de Leite.
    A arquibancada da Praça de Esportes (da antiga Associação Desportiva da Tecelagem).

    Nenhuma delas menciona a Residência Olivo Gomes como parte do lote leiloado. Por exemplo:G1: “O espaço inclui a antiga Usina de Leite e a arquibancada da Praça de Esportes”.
    SP Rio Mais: “O imóvel […] inclui a antiga Usina de Leite e a arquibancada da Praça de Esportes”.
    OVALE: Mesma descrição, sem residência.

    O edital (citado nessas fontes) enfatiza que o terreno tem 521 mil m², com 82 mil m² de APP (preservação permanente), acesso pela Av. Olivo Gomes e Rua Paulo Madureira Lebrão, e obriga preservação dos bens tombados específicos (Usina e arquibancada). Qualquer intervenção precisa de aprovação do IPHAN, mas não há referência à residência Olivo Gomes no lote.
    Provável motivo do erro no artigo: O “conjunto tombado” é o complexo histórico inteiro da Tecelagem Parahyba (incluindo o parque público e áreas privadas), mas o leilão é só de uma porção privada adjacente. O redator pode ter generalizado, confundindo o leitor.

    Confirmação: A Residência Olivo Gomes NÃO está no leilãoComo discutimos antes, ela fica dentro do Parque da Cidade (área pública da Prefeitura desde 1996), tombada e integrada ao parque municipal (usada para visitas culturais e eventos).
    O leilão é de uma área vizinha/colada ao parque (ao norte/leste, na margem do rio Paraíba do Sul), que inclui outras estruturas históricas (Usina e Praça), mas não invade o parque público.
    Fontes oficiais (site da Prefeitura de SJC e IPHAN) confirmam que a residência é equipamento cultural do parque, não privada ou à venda.
    Há até um pedido ao Ministério Público (mencionado em algumas notícias) para investigar o leilão, alegando risco ao patrimônio público, mas nada indica inclusão da residência — o foco é na preservação geral.

    Resumindo: O artigo provavelmente errou ou foi impreciso ao mencionar a residência como “parte do conjunto” (que é tombado como um todo), mas ela não faz parte do lote leiloado (que é privado e adjacente). Outras reportagens e o edital oficial não incluem ela, reforçando que é um equívoco jornalístico. Se quiser, posso ajudar a contatar a Sodré Santoro (leiloeira) ou checar o edital completo para confirmar 100%!

  5. Rosemary candoso da gama disse:

    Aqui entre nós brasileiros falta muita informação precisa a respeito de muita coisa..esse espaço deveria ser na sua totalidade de preservação e não ir a leilao.

  6. charles amparo disse:

    Como precificar o valor do imóvel que não poderá ser usado pelos possíveis compradores. Deve Fácil imaginar uma solicitação de uma reforma ou mesmo serviço simples junto ao “Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)”. Vamos esperar uma alma benevolente para fazer uma compra dessa quem sabe para ser um museu.

  7. WILLIAM PEREIRA MARZULO disse:

    Jornal nacional explicou

  8. Antonio Carlos Miranda de Melo disse:

    Interessante, pouco sei sobre a Tecelagen Parayba. Oi Fazenda Paraná do Rio Abaixo, fui nascido e criado no bairro de Santana, e me lembro muito bem como era toda a área da tecelagem, boa parte já foi para o brejo com casa do jovem, prédios e postos de gasolina., bem onde havia quadras de esportes, para ensinar e educar jovens de Santana. Isso depois que se inaugurou a Av. Olivo Gomes na década de 70.
    Depois que o Sr. Severo Gomes faleceu, a prefeitura ficou com as partes da fábrica de cobertores e a fazenda, não sei se foi comprada ou simplesmente a prefeitura desapropriou.
    Sei que surgiu o Parque da Cidade onde ate os dias de hoje podemos descansar, caminhar ou fazer um belo passeio com a família, onde o Joseense pode aproveitar.
    Porém, vi um papo que o Prefeito dessa gestão, parece que privatizou o Parque da Cidade.
    Só que ninguém explica o que vai na realidade ser feito com o dinheiro da privatização e se vai ser cobrado para o no nosso descanso no Parque que até hoje é de graça.
    Agora vem esse papo de venda do patrimônio imobiliário da Tecelagem Parayba ou da fazenda, está tudo.muito mal explicado até hoje, eu me importo com nosso lazer, com nossa liberdade e com a minha família.
    Quero deixar bem claro, não me importa o que vai “ser feito” com o dinheiro, mais nosso lazer me importo sim, já que moro na cidade a simplesmente 66 anos.

  9. Gregório Weber disse:

    Pagar cerca de 200 milhões de reais por um imóvel tombado…. Não creio que seja um bom investimento.

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