Com duas estações medidoras, qualidade do ar tem se mantido satisfatória em São José

Somente em 9 dias de 2020 a medição indicou queda para a classificação “moderada” – média que se manteve neste ano, conforme mensurações feitas entre janeiro e agosto pela Cetesb

Situada nas margens de um dos rios mais importantes de todo o sudeste brasileiro, São José dos Campos possui localização geográfica privilegiada. A fama de ar límpido serviu como abrigo e tratamento para muitas doenças respiratórias no início do século passado, em especial a tuberculose. A cidade recebeu pacientes de todo o estado. O tempo passou. O desenvolvimento chegou. A pacata São José virou um grande polo industrial. A frota de automóveis, que hoje beira os 500 mil veículos, pode ser multiplicada quando se leva em conta o fluxo da principal rodovia do país.

Apesar de toda a emissão de poluentes registrada nas últimas décadas, a qualidade do ar em São José, se não é tão pura quanto nos tempos do sanatório Vicentina Aranha, ainda é considerada satisfatória. “A qualidade do ar em São José tem se mantido satisfatória. Neste ano, de janeiro a agosto, a classificação regrediu para moderada em apenas três dias. Em todo 2020 houve queda de ‘satisfatória’ para ‘moderada’ em apenas 9 dias. Existem duas estações medidoras (ao lado do estádio Martins Pereira e no João do Pulo) na cidade, que emitem avaliações de hora em hora. Mesmo com uma refinaria (Henrique Lage) e toda atividade industrial, São José mantém uma boa qualidade do ar. Existe uma boa dispersão”, afirma a gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Maria Lucia Guardani. “Monitoramos todos os poluentes. Todos estão dentro dos padrões, inclusive o monóxido de carbono. Não há risco para a população”, acrescenta.

Foto Life / Estação medidora ao lado do estádio Martins Pereira

Sobre as estações medidoras, Maria Lucia conta que todo o processo de avaliação e divulgação ocorre sem a interferência humana. “O ar entra na estação. Na cabine existe um captador que funciona como se fosse um nariz. É colhida uma amostra, que é mandada para um equipamento que expõe os resultados de hora em hora. Estes dados chegam na central da Cetesb, em Pinheiros, e vão diretamente para o site, sem ninguém mexer nos dados. É um processo transparente e com total confiabilidade. As estações medidoras são calibradas uma vez por dia seguindo padrões internacionais. Isso dá tranquilidade para a população”, destaca.

Foto Life / Estação medidora no João do Pulo (zona sul de São José)

Novos padrões de qualidade em 2022

Visando alcançar as metas estimuladas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a Cetesb adotará novas metas em 2022 para todo o estado. São José dos Campos, que está na meta 1, passará para a meta 2. “O programa faz com que as indústrias se adequem às novas normas. Elas precisarão reavaliar os seus processos para diminuir a carga de poluentes jogada na atmosfera. Daqui a alguns anos iremos para a meta 3. Fazemos avaliações todo final de ano. Desta forma vamos evoluindo até chegarmos ao padrão considerado ideal. É assim que a gente melhora a qualidade do ar”, relata a entrevistada.

LIFE | cotidiano - Publicado 19:57 | - Redação

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