Boletim da Cetesb aponta praias próprias e impróprias para banho em Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela

O boletim semanal de balneabilidade da Cetesb, divulgado nesta quinta-feira (8), aponta as condições das praias do Litoral Norte de São Paulo para banho de mar. O levantamento considera a qualidade da água em Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, indicando quais trechos estão próprios ou impróprios aos banhistas.
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O relatório avalia a qualidade da água com base na presença de bactérias e orienta moradores e turistas sobre os locais adequados para banho de mar.
Ubatuba
Em Ubatuba, a maior parte das praias monitoradas está classificada como própria para banho. Entre os trechos liberados estão Picinguaba, Prumirim, Félix, Itamambuca, Perequê-Açu, Toninhas, Enseada, Lázaro, Domingas Dias, Fortaleza, Maranduba e diversas praias da Ilha Anchieta. Por outro lado, a Cetesb considera impróprios os pontos do Rio Itamambuca e a Praia do Itaguá.
Caraguatatuba
Caraguatatuba também apresenta maioria de praias próprias, como Tabatinga, Mocóca, Cocanha, Massaguaçu, Martim de Sá, Centro, Palmeiras e Porto Novo. As praias da Prainha e do Indaiá aparecem como impróprias para banho neste boletim.
São Sebastião
Em São Sebastião, o levantamento indica boas condições em praias bastante frequentadas, como Maresias, Juqueí, Camburi, Baleia, Guaecá, Barequeçaba, Toque-Toque Pequeno e Grande, além de Boraceia e Boiçucanga.
As exceções são as praias de São Francisco e Preta do Norte, classificadas como impróprias.
Ilhabela
No município de Ilhabela, estão próprias para banho praias como Armação, Perequê, Saco da Capela, Engenho d’Água, Feiticeira, Curral e Julião. Já Itaquantanduba e Portinho permanecem impróprias segundo a Cetesb.
A Cetesb recomenda que os banhistas evitem praias classificadas como impróprias, especialmente após períodos de chuva, quando há maior risco de contaminação da água. As atualizações do boletim são semanais e podem ser consultadas nos canais oficiais do órgão ambiental.








3 Respostas
Adivinha só o que deixam impróprias as praias no litoral Norte de SP ? Há mais de 50 anos.
Em Caraguatatuba, do Camaroeiro até o Porto Novo e praia das gaivotas são 5 esgotões que desaguam no mar. Um no canto esquerdo da Martim de Sá.
Na Massaguaçu, diversos pontos de “Língua Negra”
Há mais de 50 anos sem mudar nada.
Exemplo. O rio Itamambuca recebe, dentre outros dejetos, o côco e xixi da classe alta paulista deste bairro.
Itagua é a reviera dos urubus.
Ops! Praia do Itaguá é a Riviera dos urubus.
Um emissário submarino é uma tubulação projetada para lançar efluentes (como esgoto tratado ou resíduos industriais) no mar, afastando-os da costa para aproveitar a grande capacidade de diluição e autodepuração do oceano, utilizando difusores para espalhar o material em pontos mais profundos e distantes, após passar por tratamento prévio para minimizar o impacto ambiental.
Como funciona:
Coleta e Tratamento: Esgotos domésticos ou industriais são coletados e passam por uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ou Estação de Pré-condicionamento (EPC), onde sólidos são removidos (grades) e desinfecção é feita (cloro).
Transporte: A tubulação, que pode ter quilômetros de extensão e ser enterrada sob a areia, transporta o efluente tratado até o ponto de lançamento.
Lançamento: A ponta do emissário possui difusores (pequenos furos) que espalham o efluente tratado na água do mar, permitindo que ele se misture e seja diluído em grandes volumes, reduzindo a concentração de poluentes antes de afetar a orla.
Objetivo:
Proteção da costa: Afasta o esgoto das praias, protegendo a balneabilidade.
Uso do oceano: Explora a capacidade natural do mar de “limpar” o material através da diluição e da ação bactericida da água salgada.
Engenharia e Padrões: É uma obra de engenharia complexa, que segue normas ambientais para garantir a diluição eficiente e evitar impactos negativos na vida marinha.