Centro Life: Antigo e remendado, asfalto do Esplanada é alvo de críticas

Irregulares, ruas e avenidas poderiam ser melhoradas e trariam benefícios para motoristas de toda a cidade, já que a região é rota de passagem

Foto Life

Estudos da prefeitura mostram que cerca de um terço da frota de veículos de São José dos Campos passa pela rotatória do Colinas ao menos uma vez por dia. Parte deste vai e vem é absorvido pelo Jardim Esplanada, que se tornou um dos principais pontos de passagem da cidade, já que dá acesso à diversos bairros da zona oeste e à região central. Divulgada em primeira mão pela Life, a nova Via Esplanada otimizou a mobilidade – que só será devidamente testada quando as escolas da região retornarem à normalidade.
Para se ter uma ideia, são mais de 50 escolas somente no Jardim Esplanada – bairro tradicional que viveu seu boom nas décadas de 70 e 80. A pavimentação antiga somada ao excesso de veículos resulta nas más condições do asfalto nos dias de hoje. Moradores pedem obras de reparos e recapeamento asfáltico. “Parece uma montanha russa. São muitos desníveis grandes e buracos”, afirma Luís Marcos Teixeira.
“São muitas casas. Quase todas antigas. As tubulações antigas dão muito problema. É comum vermos equipe da Sabesp ou Comgás trabalhando pelo Jardim Esplanada. Cada recomposição asfáltica feita vai alterando o pavimento e gerando os desníveis. A prefeitura não pode demorar para fazer o recapeamento, que deve ter uma frequência constante, até porque a frota de veículos cresce a cada ano. É uma questão matemática”, avalia o físico e morador do Esplanada, Marcelo Nastari.
“É preciso recapeamento total e geral no bairro. Os moradores ficaram felizes quando foi feito o recapeamento das avenidas Paulista e Barão do Rio Branco, mas tamanha foi a decepção quando descobriram que seria apenas nestas vias”, desabafa outro morador.

Sabesp
A Sabesp informou que adota em suas obras métodos não destrutivos para troca de ramais, remanejamentos e prolongamentos de redes, sempre que possível, evitando as interferências no pavimento, no trânsito e nas vias de pedestres. Em São José dos Campos, a maioria das intervenções são emergenciais e muitas delas decorrentes de obras de terceiros que danificam as tubulações da Companhia.
Segundo a nota, os serviços de reposição de pavimentos, após execução de implantação e reparos nos sistemas de água e de esgoto, que necessitam de abertura de valas, seguem rigorosamente as especificações técnicas determinadas pela Administração Municipal e as normativas estabelecidas pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), relativas a prazos e procedimentos.

Comgás
A Comgás ressaltou que todas as valas abertas para a extensão da rede de gás natural encanado são fechadas de acordo com procedimentos técnicos adequados. Em caso de ruas e avenidas onde as obras não foram 100% concluídas, a empresa informou que realiza um fechamento provisório e a devida identificação das valas e, ao final de cada trecho, todos os locais são pavimentados no mesmo padrão anterior à intervenção feita pela companhia, seguindo todas as normas vigentes.

Prefeitura
A secretaria de Mobilidade Urbana informou que tem priorizado o recapeamento do asfalto em avenidas e corredores do transporte público. Segundo a nota, no Jardim Esplanada foram realizadas vistorias e a condição encontra-se satisfatória, já que a prefeitura tem realizado com frequência o programa “Tapa Buraco”. Ainda de acordo com a pasta, os serviços realizados pelas concessionárias (Sabesp e Comgás) são acompanhados pelo Departamento de Concessionárias da Secretaria de Manutenção da cidade.

LIFE | centro - Publicado 09:03 | - Redação

Compartilhe:

A LIFE INFORMA é um portal de notícias regionalizadas de São José dos Campos -SP.
Quer receber notícias pelo Telegram clique: https://t.me/lifeinform
Denúncias, reclamações e informações: Nossa redação 12 98187-2658
Siga nossas redes sociais: @lifeinforma
Nosso Canal no YouTube: Entre aqui

Apple APP
Android APP

LIFE | ANÚNCIO DE PARCEIRO

Comentários:

5 thoughts on “Centro Life: Antigo e remendado, asfalto do Esplanada é alvo de críticas

  1. Bruno - oficial 👮‍♀️ disse:

    Serviço PORCO! Fazem isso para conseguir drenar mais dinheiro público! Onde está o MP? Onde está a prefeitura?

  2. José Moraes disse:

    Melhor investir nas ruas e bairros que sequer tem saneamento básico, e muito menos ruas asfaltadas.

  3. Jardel disse:

    Pior que as caçadas do Centro da cidade não está!!!! Sem falar nos vagabundos que tem se refugiado nas marquises das lojas, praças, jardins, fachadas de predios abandonados, orla do banhado onde o tráfico de drogas é intenso etc tudo a plena luz do dia e na cara da guarda municipal e PM. Quem mora no Esplanada precisa levantar as mãos para o céu!

  4. Georges C. Costaridis disse:

    Experimenta passar na George Eastman no 31 de março, em especial o trecho que dá acesso ao pontilhão. Fiz uma solicitação à prefeitura e me devolveram “que estava tudo normal” (????). Que será anormal para eles?

  5. Rubens Filho disse:

    Cara! impressionante a espessura de nossos asfaltos. Em todo Brasil. Uma casca de ovo. É tipo, o barato sai caro.
    Muuuito inferior a de outros países. Inclusive os da América do Sul.

    Segue:
    Dickran Berberian, professor da Universidade de Brasília (UnB), e presidente da Infrasolo, empresa especializada em patologia de edificações

    Respeito
    “Nós, brasileiros, conhecemos muito bem a questão da pavimentação. Temos solo extremamente propício. Temos asfalto (material produzido pela Petrobras) da melhor qualidade. O que falta no Brasil é vergonha. Não há outra restrição, como ocorre para outros povos. Existem aqui dois tipos de pavimentação: a da técnica correta e a política. A política é aquela antes das eleições, que tem vida útil de duas chuvas”.

    Água
    “O leigo imagina que o revestimento asfáltico (que fica por cima) é o mais importante na durabilidade e segurança. É importante, mas não o mais. Isso porque, para se fazer o asfalto, começa-se da camada original do terreno, chamada de sub-leito. Essa camada é feita de terra e solo compactado. É a espinha dorsal do pavimento. E o solo não gosta de água. Se molhar, perde a resistência. Essa é no fundo a principal função do revestimento: não deixar entrar água no sub-leito, na sub-base e na base”.

    “O buraco é um atestado de negligência. Começa assim: se o asfalto deformar mais que o limite calculado, se produz uma trinca, que é o primeiro câncer. Na primeira chuva, a água desce pela trinca. Ela enfraquece a estrutura que é de solo. Na próxima chuva, já se cria deformação. Na chuva seguinte, a água já entra pelas trincas e laterais não protegidas. No próximo ano, aquela deformação vira panela. E na próxima, cratera. E dá-lhe tapa buraco, réplica do tapa buraco e tréplica do tapa buraco. Falta a manutenção do nosso asfalto. Pode-se fazer um paralelo com dor de dente: tratou a cárie no começo não tem dor, não toma tempo, não fica caro e não perde o dente”.

    Fiscalização
    “Outro problema são os projetos que já vêm do governo com restrições de verba, e o pouco que vem é mal operacionalizado em parte pelo fiscal, o servidor. Do lado do governo, existe a questão do fiscal que aprova e recebe – e o governo paga – uma rodovia sem que ela esteja bem feita. Muitos entram em esquemão (com as construtoras), que é afinal o grande problema desse país”.

    Exigência baixa
    “A estrada tem que ser lisa, não pode ter sinal de emenda entre uma faixa e outra. Por uma questão cultural, os fiscais e executores acham que aquele padrão está bom. Também não estamos acostumados a ver coisa de qualidade com o mesmo custo. Há pessoas que estão felizes (com novas estradas e recapeamentos) e nem sabem que, com o imposto que se paga, dá para fazer coisa muito melhor. O próprio operário não tem capricho de ver a coisa bem feita. Isso não quer dizer que já não foi pior”.

    Tecnologia
    “De certa forma, estamos um pouco parados no tempo (em relação à tecnologia de pavimentação), mas mesmo com as metodologias dessa época (50 anos atrás), se seriamente executadas, 90% dos problemas não existiriam”.

    João Virgílio Merighi, professor de engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor técnico da Latersolo

    Projetos
    “Isso é falta de respeito para com a sociedade. Pavimento tem projeto e muitas vezes nem se faz um. São eles que determinam as espessuras mínimas necessárias considerando o uso (da rodovia) e os materiais (que serão usados). E ocorre muito o seguinte: “olha, para consertar a estrada, a espessura deve ser de 7 cm”, mas aí vem um político e fala que só tem dinheiro para 3. O que se faz? Pega o dinheiro, divide pelos quilômetros que se quer fazer e se encontra a espessura”.

    “Quando o TCU reclama, não é só da camada de cima do pavimento. É uma sucessão de erros. Se fosse só na ultima camada, se poderia errar o quanto quisesse. Sempre parabenizo o TCU quando eles batem forte, mas, na verdade, o que precisamos é modelo de contrato em que empresas são punidas. Isso aconteceu nos Estados Unidos nos 90”.

    Tecnologia
    “O país está atrasado tecnologicamente. Mesmo usando tecnologia dos anos 60, fazemos pavimentos bons. (Em relação às rodovias do exterior) Também conseguiríamos fazer bons pavimentos, mas não tão bons quanto. Por exemplo, quando você dirige um carro e está chovendo, é importante ter aderência para o carro não derrapar. Nosso método antigo não prevê isso. O método moderno entra ainda com aderência para um veiculo que esteja a 100 km/h parar, por exemplo”.

    Material
    “Tem também a qualidade de materiais. Quantos fabricantes de asfalto temos no Brasil? Um, a Petrobras. Não tem concorrência. O que existe é a indústria de aditivos químicos para melhorar qualidade do asfalto e aumentar a resistência do material. Será que eles são colocados conforme estão escritos nos editais? Além disso, você tem um país com extensões e climas diferentes, mas tudo é colocado no mesmo saco. Muitas vezes, estão empregando técnicas e tecnologias do Sul em obras lá no Norte. A nossa infraestrutura daqui, no Norte dura 6 meses ou um ano”.

    Qualificação
    “Não temos pessoas de elevado nível técnico para atender a demanda. Muitas vezes, não é dinheiro: precisa-se é de gente capacitada. Metade ou mais (dos engenheiros) não estão. Muitos estão errando e não sabem, por falta de conhecimento técnico. Isso é um grande entrave”.

    Custo
    “(Para se fazer estradas de boa qualidade e durabilidade) Você teria um acréscimo, grosseiramente, de 20 a 30% no preço. Basta fazer bem feito. Tem que selecionar solo e fazer obra com engenharia. Pavimento é para se pensar de 40 a 50 anos. Mas a conversa começa em pelo menos 20 anos. É só controlar a obra. Minha sugestão é colocar nas placas a durabilidade prevista. Só por no edital: “se arrebentar antes, você paga a conta”. Todo mundo vai tomar cuidado, desde que se diga “olha, a durabilidade é de 30 anos, se acontecer algo em 5, 10, 15, você vai pagar a conta”. O governo ainda está começando a exigir desempenho”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *