“Castramóvel” deve priorizar fêmeas, recomenda veterinário

Projeto – que visa castrar cães e gatos abandonados e da população de baixa renda – tem previsão para começar no segundo semestre. “Uma cadela pode gerar em média doze filhotes por ano ou até mais”, afirma Roberto Takeo Shinkai, da clínica Pet Company

   A prefeitura de São José dos Campos sancionou recentemente uma lei que autoriza a criação do Programa Municipal de Castração Móvel – destinado ao controle da população de animais domésticos na cidade.
O projeto de lei é de autoria do vereador Valdir Alvarenga e foi apoiado pela prefeitura por meio das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente para viabilizar o apoio do Governo do Estado. Na fase inicial, a meta é cadastrar 150 animais por mês, 1.800 a cada ano.
A primeira iniciativa do projeto será credenciar entidades, instituições e pessoas físicas que queiram contribuir para o controle populacional de animais domésticos. Já a segunda parte consiste na compra de um trailer, o “Castramóvel” – que possui estrutura para a realização de cirurgias.
O “Castramóvel” é um trailer adaptado de nove metros de comprimento, com três divisões, que possui material cirúrgico, aparelho de anestesia inalatória e balança para pesagem dos animais – além de equipamentos para atender os bichos que tiverem alguma reação à cirurgia.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, falta apenas a liberação da verba por parte do Governo Estadual para que o “Castramóvel” – que custa cerca de R$300 mil – comece a circular pela cidade. Os cães de rua serão os primeiros da lista. Depois, serão atendidos os animais cujos donos tenham renda inferior a três salários mínimos.
“A prioridade para castração visando à diminuição do número de cães abandonados deve ser direcionada às fêmeas. Cada uma equivale a doze cachorros na rua. O projeto precisa levar isso em consideração”, afirma o veterinário da clínica Pet Company, Roberto Takeo Shinkai. Segundo ele, o número de animais que devem ser castrados mensalmente pelo projeto representa muito pouco perante a enorme quantidade de cães e gatos abandonados.
“Estima-se que a população de cachorros em uma cidade represente cerca de 30% da população humana. Em gatos, aproximadamente 10%. Sendo assim, seria castrada uma parcela muito pequena do total de cachorros em São José. Não é muito, mas é um começo”, enfatiza.
Outro ponto importante na visão de Shinkai trata sobre os cuidados pós-operatório. “Após a cirurgia o cão precisa de atenção durante dez dias. Gatos exigem menos cuidados. É indis-pensável que se faça um acompanhamento constante. Caso contrário há chance de morte por infecção”, comenta.
Questionado sobre eventuais transmissões de doenças, já que boa parte dos bichos que serão castrados é vira-lata, o veterinário salienta que além da castração, a equipe responsável também pode contribuir na prevenção de doenças graves. “A prefeitura disponibiliza a anti-rábica. Então aproveita a presença do animal e aplica a vacinação contra raiva”, sugere. E complementa.
“Muito mais fácil e viável que comprar e manter o ‘Castramóvel’ é criar uma lei de posse responsável, com aplicação de multas e utilização de microchip para identificação”, encerra.

LIFE | veterinaria - Publicado 22:50 | - Redação

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Comentários:

One thought on ““Castramóvel” deve priorizar fêmeas, recomenda veterinário

  1. Andréa da Silva de Castro disse:

    Essa quantia de castração é muito baixa ,políticos não fazem nada dinheiro para roubar tem muito mas para fazer um grande projeto de castração não tem e os animais é que fica sendo tratados como lixo desgraçados.

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