Segundo a Polícia, Wesley teria confessado o feminicídio de Thalita. Assassino já está preso por descumprir medida protetiva

A Justiça decretou nesta quinta-feira (7) a prisão temporária de Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, acusado de matar a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, em São José dos Campos. O suspeito já estava preso por descumprir medida protetiva contra a vítima e confessou o feminicídio à Polícia Civil. Agora, a nova decisão judicial está diretamente relacionada à investigação do feminicídio.
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A prisão temporária tem prazo inicial de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30, conforme andamento das investigações. O corpo de Thalita foi encontrado na noite de segunda-feira (4), dentro da casa onde ela morava, no bairro Majestic, na zona leste de São José dos Campos. A vítima estava enrolada em um cobertor e já apresentava estado de decomposição.
A mulher estava desaparecida e vinha sendo procurada por familiares antes da localização do corpo. De acordo com o delegado responsável pelo caso, exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) identificaram 13 lesões provocadas por arma branca no corpo da vítima. Outros detalhes não foram divulgados para não comprometer as investigações.
Dias antes do crime, Thalita havia relatado ameaças feitas pelo companheiro. Segundo relatos divulgados anteriormente, ela afirmou que chegou a ser acordada pelo suspeito com uma faca nas mãos.
Inicialmente registrado como morte suspeita, o caso será reclassificado como feminicídio pela Polícia Civil, que segue investigando a motivação e as circunstâncias do assassinato.
O caso gerou forte repercussão em São José dos Campos e reacendeu discussões sobre violência doméstica e medidas de proteção às mulheres vítimas de ameaça.







