Bruna, que sobreviveu 42 horas à deriva no mar, prestou depoimento e relembrou momentos de tensão

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Bruna Damaris, encontrada após 42 horas à deriva no mar prestou depoimento à Polícia Civil e falou sobre os momentos de sobrevivência

Resgatada após 42 horas à deriva em Ilhabela, Bruna recebe alta hospitalar
Resgatada após 42 horas à deriva em Ilhabela, Bruna recebe alta hospitalar

A sobrevivente do acidente de moto aquática em Ilhabela, Bruna Damaris Sant’Anna da Silva, de 26 anos, prestou depoimento à Polícia Civil nesta sexta-feira (29) e relatou detalhes dos momentos que viveu durante as 42 horas em que permaneceu à deriva no mar.


Bruna foi resgatada no mar de Caraguatatuba por pescadores na última terça-feira (26), após desaparecer durante um passeio de moto aquática na região da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela. Após ser encontrada, ela foi encaminhada para atendimento médico e recebeu alta hospitalar na última quinta-feira (28).

Durante entrevista à imprensa, a jovem descreveu as dificuldades enfrentadas enquanto tentava sobreviver em meio à correnteza. Segundo ela, a luta para permanecer consciente foi constante durante os dias e noites no mar. “Eu tentei de todas as formas me ajudar e ajudar o meu colega que estava comigo”, afirmou.

Bruna também rebateu informações divulgadas após o desaparecimento e garantiu que permaneceu ao lado de Dheoge, jovem que estava com ela no momento do acidente, durante praticamente todo o período em que estiveram no mar. “Tem muita gente especulando um monte de coisa, falando que eu vi ele tirando o colete, mas ficamos juntos o tempo todo”, declarou.

Segundo o relato da jovem, ela só se separou do colega na madrugada de terça-feira (26), quando decidiu tentar buscar ajuda. Ela afirmou ainda que Dheoge utilizava colete salva-vidas durante todo o tempo. “Ele estava com colete. Todo momento ele estava com colete. Todo momento eu estava arrumando o zíper do colete dele”, disse.

Ao recordar as madrugadas no mar, Bruna relatou o frio intenso, o medo e o desgaste físico causado pelas longas horas de sobrevivência. “Já estava tudo escuro, estava muito frio. Eu me peguei dormindo várias vezes, desmaiei várias vezes, mas acordava e voltava a nadar. Eu estava com medo de ter tubarão, estava com medo de ter algum peixe ali. Graças a Deus não aconteceu algo pior”, relembrou.

Investigação continua

De acordo com o boletim de ocorrência, Bruna e Dheoge saíram de moto aquática por volta das 16h de domingo (24), na região da Praia da Ponta das Canas, mas não retornaram.

O documento aponta que o proprietário da moto aquática teria se ausentado por alguns minutos antes da saída da embarcação. O registro também informa que um dos celulares estava dentro da moto aquática com pouca bateria, o que dificultou as tentativas de localização durante as buscas.

Outro ponto citado no boletim é que a moto aquática utilizada no passeio está registrada em nome de outra pessoa.

As informações reunidas pela Polícia Civil devem auxiliar na reconstrução dos acontecimentos que antecederam o desaparecimento. O caso segue sob investigação e as buscas por Dheoge continuam.

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