Brasil inicia programa que vai aumentar restrição a espanhóis no país; relembre alguns casos

O governo brasileiro iniciará oficialmente nesta segunda-feira (2) o programa que vai aplicar o princípio da reciprocidade aos espanhóis que vierem ao país. A regra vai aumentar a restrição à entrada dos visitantes em resposta aos relatos de brasileiros que têm sido barrados na Espanha, principalmente em Madri, por não atenderem todos os pré-requisitos para entrada.

As exigências incluem passaporte válido por seis meses, bilhete aéreo de ida e volta, comprovação de recursos para estadia e hospedagem garantida –exatamente as mesmas obrigações que brasileiros têm de cumprir quando querem entrar na Espanha.

Há anos os dois países trocam acusações de maus tratos a seus turistas. Em 2007, os espanhóis barraram 3.013 brasileiros no aeroporto madrileno, segundo o Itamaraty. No ano seguinte, foram 2.196. Em 2009, houve queda para 1.714 e em 2010, para 1.695. Os números do ano passado ainda não foram concluídos, mas até agosto de 2011 pelo menos 1.005 brasileiros foram rejeitados na principal porta de entrada para a Espanha.

Em entrevista ao jornal “El País”, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que “as situações arbitrárias” realizadas pela Espanha afetam “pessoas que têm a documentação em dia e são levadas a uma sala separada do aeroporto [de Madri] para ser investigadas pela polícia”.

“Por exemplo”, afirmou, “têm de mostrar que seu cartão de crédito tem um limite, que estão de posse de um seguro-saúde, que têm reserva em hotel e que podem pagar a fatura da hospedagem”, alegou. Segundo a Espanha, essas medidas são requisitos de entrada exigidos no espaço Schengen, ao qual pertence a Espanha.

Relembre um caso envolvendo Brasil e Espanha:

‘Foi cachorrada’, diz idosa retida em aeroporto de Madri

“Fiquei sem comer, sem me alimentar, quase morri”, disse Dionísia Rosa da Silva, 77, ao desembarcar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), ontem à tarde, após ficar retida por três dias no aeroporto de Madri, na Espanha.

Dona Rosinha, como é conhecida, chegou ao país europeu com uma neta, na segunda-feira (5), após embarcar em um voo da Air China que partiu do aeroporto de Cumbica.

Ao desembarcarem no aeroporto de Barajas, foram chamadas para uma entrevista com um oficial da imigração. A polícia espanhola afirmou que a filha e o genro de Dionísia vivem em situação irregular na Espanha, e que isso foi determinante para não deixá-la entrar.

A dona de casa andava com dificuldade ao desembarcar no Brasil. Apenas a irmã do genro a esperava; ela a abraçou e chorou. A seguir, ela fala dos dias com banho “sem sabonete” e da “comida sem sal” da primeira (“e última”, diz) viagem ao exterior na vida.

LIFE | cotidiano - Publicado 09:59 | - Redação

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