Comida e até hospedagem foram bancadas por moradores do Aquarius. Prefeitura informou que equipes do Apoio Social estiveram quatro vezes no local, mas não localizaram a mulher

Frio, chuva, fome, sede, coronavírus e carência social. As pessoas que vivem às margens da sociedade precisam ser tratadas com respeito e dignidade. Afinal, são seres humanos que carregam histórias de vida, muitas delas marcadas por dor, vícios, distúrbios e muito sofrimento. Esta situação vem ocorrendo há cerca de duas semanas na praça Ulisses Guimarães, no Jardim Aquarius. Uma mulher está passando as noites de inverno tentando dormir em um banco do principal coração verde do bairro, em frente à Univap.
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A situação triste chamou a atenção de dezenas de moradores. O assunto foi destaque ao longo dos últimos dias nas redes sociais que envolvem o Aquarius. “Levamos comida a ela, que não foi receptiva. Esta senhora nos disse que se chama Simone B., sofre um processo judicial e que por este motivo está sem teto. Ela disse que vai continuar na praça até que um juiz, morador do bairro, a veja naquela situação. O problema é que ela não fala o número do processo, mas sabemos que o processo que existe contra a senhora é justamente por ela ter problemas metais”, afirmou uma moradora, que garantiu ter visto um companheiro moreno com a moça recentemente.

Outros moradores já chegaram até a pagar hospedagem por um mês. “Mas ela causou vários problemas, inclusive com ameaças, e voltou ao banco da praça”, contou uma moradora. Há rumores relatados à reportagem que citam que a mulher que vem dormindo na praça é a mesma que foi acusada de racismo contra o segurança de um shopping recentemente. Esta informação não foi confirmada.
Prefeitura
A Secretaria de Apoio Social ao Cidadão informou que equipes da pasta estiveram na praça Ulysses Guimarães na noite de segunda-feira (20), mas a mulher citada pela reportagem não se encontrava no local. Segundo o posicionamento foi a quarta vez neste mês de junho que os agentes estiveram na praça após reclamações encaminhadas pela população através dos canais oficiais, mas em nenhuma ocasião a mulher foi localizada.







