Sabesp forma novos degustadores de água com testes sensoriais usando gengibre e chocolate com a finalidade de garantir a qualidade da água no estado de SP

Os degustadores de água existem — e têm um papel essencial para garantir que a água que chega à sua casa tenha qualidade e sabor neutro. Pode parecer curioso, mas esses profissionais são treinados para identificar até as mais sutis variações de gosto e odor na água potável. Em São Paulo, a Sabesp acaba de formar mais 30 novos degustadores, elevando para 89 o número total de especialistas nessa função.
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Durante o curso, promovido pelo Laboratório de Orgânica do Controle de Qualidade da companhia, os participantes passam por uma série de exercícios sensoriais que envolvem gengibre, mirra e chocolate — ingredientes usados para estimular o paladar e o olfato. O treinamento ainda inclui práticas com diferentes concentrações de cloro e alimentos com sabores marcantes, como chá preto, alecrim e carambola, ajudando a refinar a percepção de cada aluno.
Esses testes fazem parte de um método que desenvolve a capacidade dos degustadores de perceber variações imperceptíveis para a maioria das pessoas. Com o tempo, os profissionais aprendem a distinguir pequenas mudanças de gosto ou cheiro causadas por fatores como o tipo de manancial, o tratamento da água ou a concentração de produtos químicos utilizados na desinfecção.

Segundo a Sabesp, os degustadores de água complementam as análises laboratoriais realizadas pela empresa, oferecendo uma resposta mais rápida a eventuais alterações. Essa avaliação sensorial é fundamental para manter os padrões de potabilidade exigidos pela portaria 888/2021 do Ministério da Saúde, que regula a qualidade da água para consumo humano.
Além de treinamento técnico, há critérios rigorosos para a seleção desses profissionais: é preciso ter boa saúde e não ser fumante, já que o tabagismo interfere diretamente na sensibilidade olfativa e gustativa.
A Sabesp realiza mais de 170 mil análises mensais em todas as etapas do sistema de abastecimento — desde os mananciais até a torneira dos imóveis — e garante que o trabalho dos degustadores é uma das últimas barreiras de segurança antes da água chegar às residências.
No fim das contas, o paladar desses especialistas funciona como um instrumento de precisão humana, capaz de identificar o que os equipamentos ainda não conseguem medir com sensibilidade suficiente. E é justamente esse toque humano que ajuda a assegurar que a água distribuída em São Paulo mantenha o padrão de qualidade e confiança que milhões de pessoas esperam todos os dias, mas que nem sempre agrada os clientes!
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2 Respostas
Na próxima vez que a água chegar amarela e com mau cheiro na sua casa e a SABESP alegar que a água está ótima, é só ligar para um destes degustadores profissionais e pedir ele tomar pelo menos uns 500ml…
Tenho observado, que de vez em quando, a água tem aparecido gosto de óleo e aspecto oleoso, onde posso sentir nas mãos.