Vergonha na FIFA


Escândalos atuais podem contribuir contra a corrupção? Envolvimento do FBI mira tanto corrupto como corruptores!

    A publicação das investigações e as prisões envolvendo denúncias de corrupção nas ações e acordos da entidade máxima do futebol prometem jogar luz sobre uma situação que há décadas vem motivando suspeitas e trocas de acusações. A verdade é que hoje o esporte mais difundido do planeta e que já foi capaz de parar guerras – além de aproximar povos e integrar o mundo – convive com uma sombra por conta das informações que circulam sobre subornos e negócios nebulosos em torno de transações e acordos que incluem até mesmo a escolha de sedes para a Copa do Mundo.
A partir das investigações – que recentemente vieram a público – o FBI está verificando a existência de um esquema de propinas em negociações de grandes campeonatos nos últimos 24 anos, com valores que ultrapassam US$ 150 milhões e que incluem as tratativas em torno da Copa do Mundo da África do Sul e do Brasil.
Embora surgidas em um país onde o futebol ainda está em desenvolvimento, as investigações contam com uma estrutura das mais modernas e eficientes, a do FBI, gerando expectativa de que realmente cheguem a resultados concretos. A prisão dos dirigentes e ex-dirigentes em Zurique (incluindo o ex-presidente da CBF e ex-governador do Estado de São Paulo, José Maria Marin) foi apenas o início dos resultados das investigações.
Sabe-se que o também investigado J. Hawilla (dono da Traffic) está em negociação com o FBI desde 2013 – com o objetivo de obter um belo relaxamento em uma eventual sentença definitiva. Ou seja: estão sendo averiguados não somente a cúpula da FIFA, como também seus parceiros de longa data. De forma mais sucinta, chega-se à conclusão de que tanto corruptos como corruptores vêm sendo vigiados e investigados. Certamente este é o caminho efetivo para quem pretende colocar a situação em novas bases, pois a corrupção é uma moeda de duas faces e só existe o corrupto onde há também o corruptor.
Presente entre os envolvidos, o Brasil deve ocupar espaço no caso, a partir do fato de que a última Copa do Mundo foi realizada aqui. Espera-se que as investigações possam contribuir para clarear o ambiente do esporte e vencer a impunidade quanto à corrupção, que passa por uma redução da tolerância às transações internacionais com o dinheiro obtido de forma desonesta.
Dinheiro que não mais cairá aos montes na FIFA. Perante uma situação dessas, como fica a imagem dos patrocinadores? Sabe-se que a questão ética é levada em conta. Ao menos para os consumidores do futebol.

Com renúncia de Blatter, futuro da FIFA é incerto – De um pronunciamento de seis minutos, feito em um auditório quase vazio em Zurique, surgiu a notícia capaz de espalhar alegria para o mundo do futebol, unindo torcedores rivais em um êxtase de otimismo: Joseph Blatter deixará a presidência da Fifa.
Tem início agora uma disputa pelo controle do futebol. A nova eleição será um momento decisivo. Ela é aguardada como o avanço capaz de trazer transparência para o futebol mundial. O primeiro dos candidatos é o príncipe jordaniano, Ali bin Hussein. Vice-presidente da Fifa para Ásia, Ali bin Hussein disputou a última eleição com Blatter e conseguiu 73 votos, a maioria de federações europeias, que ao longo dos últimos anos passaram a divergir frontalmente da Fifa.
É da Uefa que deve sair outro pretendente para a presidência da Fifa, o ex-jogador da seleção francesa Michel Platini. Veremos o que irá acontecer. Para o torcedor, cabe esperar e torcer por um pouco de moralidade!


LIFE | cotidiano - Publicado 10:00 | - Redação

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