Vencendo a esquizofrenia


História de vitória no intenso desafio da ressocialização

Com o intuito de romper preconceitos e ampliar conhecimento sobre a esquizofrenia e suas conseqüências, conheça a história real de recuperação de Michel.
“É difícil dizer quando me tornei doente. Não houve mudança drástica em minha personalidade. Sempre fui tímido e retraído, desde pequeno. Quando eu fiz 27 anos, mudei-me de São José para Campinas. A economia da região estava crescendo e consegui encontrar trabalho de gerência em um grande supermercado, e eu estava indo muito bem. No meu primeiro ano nesta função viajei bastante por todo o interior paulista. Conheci muitas pessoas e estava morando com um amigo. Encontrei uma garota por quem me apaixonei. Nosso relaciona-mento ficou mais forte e ela veio morar comigo e meu companheiro de quarto. Eu continuava viajando, estando em casa somente em finais de semana. Fui fumante ocasional de maconha e, com minha namorada e amigo, cheguei a experimentar cocaína.     Com o tempo me tornei deprimido e dormia muito quando estava em casa. Fui ficando desconfiado de todos e tinha ideia fixa de que minha namorada e meu companheiro de quarto tinham um caso escondido de mim, o que mais tarde revelou ser verdade. Quando eu descobri nos separamos, e foi a pior coisa que poderia ter me acontecido. Pensei que tivesse uma boa razão para ser deprimido, porém essa depressão durou por muito tempo, o que me impediu de continuar trabalhando.
Um ano depois de ter terminado meu namoro eu procurei ajuda médica, mas o tempo da consulta era curto e eu não podia expressar meus pensamentos e sentimentos bem o bastante para serem compreendidos. Eu sempre me lembrava de minha namorada, meu colega e como terminei meu relacionamento com eles. Eu estava muito deprimido e incapaz de dormir.
Conversei com meus pais e eles foram à Campinas para me buscar. Como eu não conseguia trabalhar, pedi licença médica e fui morar com eles. Nos seis meses seguintes passei a freqüentar um programa de tratamento no hospital perto de casa e comecei a me sentir um pouco melhor. Aos poucos, voltei a confiar nas pessoas e ficar menos deprimido. Pensei que tivesse me recuperado, deixei de freqüentar o programa de tratamento e voltei para minha casa. Eu não sabia qual era meu diagnóstico. Já em casa, soube que era esquizofrenia. Eu não queria ser esquizofrênico.
Seis meses depois precisei ser hospitalizado para entrar em um tratamento para depressão.  Eu ouvia ruídos constantes, como se fossem dez estações de rádio diferentes, ao mesmo tempo em que não estavam completa-mente sintonizadas. O médico local não acreditava no diagnóstico de esquizofrenia. Eu estava levando a vida com metade da velocidade normal. Segui conselhos e comecei a ver um psiquiatra local. Nunca mais tive contato com drogas ilegais e fui advertido de que o uso delas, ou de álcool causariam uma grande piora nos meus sintomas.
Ingressei na faculdade e segui minha vida. Depois de algum tempo conheci uma mulher maravilhosa pela qual me apaixonei. Nos casamos. Consegui novo trabalho. Hoje se passaram doze anos desde o início de minha doença. Passei seis anos infernais. Agora estou recuperado inteiramente. Ganhei diploma e pude continuar minha carreira profissional. Eu poderia viver sem o apoio de minha esposa, psicanalista e médico. Mas eu não seria o que sou hoje, se não fossem esse pontos-chave à minha recuperação: estar distante das drogas, realizar exames periódicos, conselhos e terapias apropriadas e um diagnóstico correto.


LIFE | saude - Publicado 17:31 | - Redação

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