Vacina contra raiva; governo admite atraso!


Ministério da Saúde reconhece lentidão na realização da campanha, que segue sem previsão. “Donos devem vacinar animal por conta própria, já que a raiva é letal”, recomenda veterinário.

 

Segundo a crença popular, agosto é o mês do cachorro louco. É também o período em que tradicionalmente se realiza a vacinação gratuita de cães e gatos contra a raiva. Mas, neste ano, a tradição foi rompida em boa parte do país em consequência dos graves efeitos colaterais causados pela vacina utilizada em 2010 – que provocaram até mesmo a morte de animais em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, conforme informação oficial da Secretaria de Saúde de São Paulo.
Em função da gravidade do quadro do ano passado, a campanha preventiva está suspensa  por período indeterminado em toda a região Sudeste, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima, além do Distrito Federal. “O dono não deve ficar esperando a campanha do governo para vacinar seu animal de estimação contra a raiva, uma zoonose que não tem cura. O problema na vacina existe há um ano e ainda não foi solucionado pelos órgãos públicos. O ideal é procurar uma clínica e realizar a vacinação por conta própria”, afirma o veterinário, Roberto TakeoShinkai.
Os efeitos colaterais que os animais sofreram foram reconhecidos pelo Ministério da Saúde, que importou dez milhões de doses de um novo medicamento, desta vez “supostamente” eficiente. “O ano passado foi muito traumático para todos os envolvidos nesse trabalho. Houve uma mudança na tecnologia usada para fabricar a vacina empregada, o que, em tese, significa uma evolução”, afirmou recentemente em entrevista coletiva, o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância e Saúde do Governo Federal, Cláudio Maierovitch.
Uma questão levantada por Shinkai dispõe sobre o motivo pelo qual o assunto é tratado pela pasta da saúde. Segundo ele, o Ministério da Agricultura deveria ser o principal órgão responsável pelas campanhas. “A vacina é destinada ao animal e não a seres humanos. Talvez no Ministério da Agricultura as ações fossem mais bem elaboradas e aplicadas”, opina.
A raiva também é transmitida por morcegos. Mesmo os não hematófagos oferecem risco. “Como é inviável vacinar morcegos, a erradicação da raiva depende prioritariamente da vacinação dos animais domésticos. É uma solução conjunta de toda a sociedade”, destaca. O vírus afeta o sistema nervoso central, alojando-se frequentemente no cérebro após viajar pelos nervos periféricos, causando espasmos musculares. Nenhuma outra doença infecciosa apresenta taxa de mortalidade tão elevada.


LIFE | veterinaria - Publicado 16:15 | - Redação

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