Sabesp estabelece parceria com empresa para reciclar mais de mil toneladas de hidrômetros de todo o estado de São Paulo

O projeto de reciclagem de hidrômetros em São José dos Campos ganhou força com a parceria entre a Sabesp e a Ambipar. As empresas buscam reciclar mais de 1 mil toneladas de medidores de água inativos. A planta da Unidade de Mineração Urbana da Ambipar, localizada em São José dos Campos, irá receber hidrômetros de todo o estado de São Paulo.
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Na prática, os hidrômetros passarão por um processo industrial de desmontagem e separação de materiais (latão, plástico, cobre e ferro), que possibilita a reintegração desses insumos à cadeia produtiva dentro do conceito de economia circular. Ou seja, o que antes era descarte vira matéria-prima para novos produtos, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais.
Para o diretor-executivo de Compras e Serviços Corporativos da Sabesp, Gustavo Fehlberg, a reciclagem dos materiais garante reaproveitamento. “Este ciclo de economia circular garante que todo material seja reaproveitado. Ao invés de extrair novos recursos naturais, há a preservação dos mesmos, reutilizando o que já existe. Com isso, evitamos a degradação ambiental e contribuímos diretamente para um futuro mais sustentável, onde o lixo de hoje se torna a matéria-prima de amanhã”, destacou Guilherme.
Os números apontados pelas empresas reforçam a dimensão do impacto: a cada tonelada de latão recuperada estima-se uma economia de aproximadamente 8.538 kWh de energia e uma mitigação de cerca de 4,42 toneladas de CO₂e. Considerando o total do passivo de hidrômetros, a Sabesp calcula que a ação pode alcançar até 5,12 TWh de energia poupada e uma redução de até 2,65 milhões de toneladas de CO₂e, números que ilustram o potencial da mineração urbana quando aplicada em escala.
Especialistas em sustentabilidade ressaltam que, ao transformar resíduos em insumos, projetos desse tipo diminuem a pressão sobre minas e forjam alternativas econômicas mais limpas. Para empresas concessionárias de serviços públicos, como a Sabesp, o reaproveitamento de componentes usados também traz ganhos em gestão de ativos e redução de passivos ambientais.
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