Saiba o que é ou não reciclável, segundo a Urbam, e evite erros na separação dos resíduos. O meio ambiente agradece!

Por Gabriela Cobianchi
Falar sobre reciclagem parece simples. Desde cedo aprendemos na escola que separar o lixo é importante, que preservar o meio ambiente é um dever coletivo e que pequenas atitudes fazem diferença. Mas, na prática, ainda erramos muito — principalmente dentro de casa, onde o exemplo deveria começar.
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A rotina corrida, a falta de informação e, muitas vezes, o descuido fazem com que materiais recicláveis acabem misturados ao lixo comum, comprometendo todo o processo. Em São José dos Campos, por exemplo, mais de 1.300 toneladas de resíduos recicláveis entram mensalmente no sistema de coleta seletiva, mas parte desse material acaba sendo perdida por estar suja ou descartada de forma incorreta.
Na redação da Life, dúvidas sobre o que pode ou não ser reciclado chegam com frequência. A mais comum delas envolve algo presente na casa de quase todo mundo: a caixa de pizza. E esse exemplo ajuda a esclarecer um erro recorrente.
Veja alguns exemplos simples e muito comuns de descarte incorreto:
• Caixa de pizza engordurada: apenas a parte limpa pode ser reciclada; a base suja de gordura deve ir para o lixo comum.
• Embalagem de leite ou iogurte sem lavar: resíduos líquidos contaminam outros recicláveis e inviabilizam a reciclagem.
• Papel toalha usado ou guardanapo sujo: papel contaminado com alimento ou gordura não é reciclável.
• Potes plásticos com restos de comida: precisam ser esvaziados e lavados antes do descarte.
• Vidros misturados com lixo orgânico: apesar de recicláveis, quando descartados de forma incorreta colocam em risco os trabalhadores da coleta e das cooperativas.
A regra é simples: reciclável precisa estar limpo. Quando isso não acontece todo o material coletado pode ser comprometido, gerando prejuízo ambiental, social e econômico especialmente para as cooperativas responsáveis pela triagem e comercialização desses resíduos.
Separar corretamente o lixo não é apenas uma questão ambiental, mas também de responsabilidade social. É um gesto pequeno, feito dentro de casa, que impacta diretamente o futuro da cidade, reduz o volume enviado aos aterros e fortalece iniciativas como o “Meu Condomínio Recicla” e projetos que dão destino correto a vidro, eletroeletrônicos, pilhas e baterias.
Reciclar não é difícil. Difícil é continuar errando por falta de atenção. Informação, exemplo e atitude continuam sendo os melhores caminhos.






