Raiva: combate eficaz somente com campanha efetiva


Prevenção precisa atingir ao menos 60% das populações de cães e gatos. “Caso contrário, o resultado é irrisório”, aponta veterinário. Após 30 anos, São Paulo volta a registrar caso de raiva animal.

 

Zoonose viral que envolve o sistema nervoso central, a raiva é fatal para animais e seres humanos em praticamente 100% dos casos. Apesar de poucos registros recentes – sendo a maioria nas regiões norte e nordeste -, a doença ainda é uma ameaça à saúde pública e o passar dos anos mostra que sua erradicação é uma conquista distantede ser concretizada em território nacional.
Prova disso é a confirmação do primeiro caso de raiva em São Paulo nos últimos trinta anos. Trata-se de um gato. O caso ocorreu no arborizado bairro de Moema, na capital paulista, local que possui grande quantidade de animais domésticos e características similares ao Jardim Aquarius. Virologistas da USP que examinaram o felino avaliaram que o mais provável é que o vírus tenha sido transmitido por um morcego.
Conforme os especialistas, possivelmente o morcego – cuja espécie se alimenta de frutas – contraiu raiva, ficou paralítico e após cair no chão acabou mordendo o gato. O fato é um alerta para o perigo do retorno da doença.
Em São José, a prefeitura municipal – por meio do Centro de Controle de Zoonoses – vem intensificando a vacinação contra raiva em cachorros e gatos. O dono precisa levar o animal ao CCZ (Rua George Willians, 581 – Parque Industrial) em dias e horários definidos. Na avaliação do veterinário, Roberto TakeoShinkai, a iniciativa é válida, mas incapaz de produzir resultados satisfatórios.
“São necessárias campanhas em diversos pontos espalhados pela cidade. Não adianta vacinar 300, 400 animais mediante populações de centenas de milhares. O número de imunizados acaba sendo irrisório. Eficácia somente com a vacinação de pelo menos 60% do total. Caso contrário, praticamente não há prevenção”, explica.
Segundo Shinkai, o ideal é que os donos optem por vacinas mais completas como a V8 e V10. “Existem diversas doenças graves, não somente a raiva. Nestas vacinações, os animais também ficam protegidos de outras ameaças como a cinomose, que é altamente contagiosa e letal em 90% dos casos. Não existe preocupação dos órgãos públicos devido ao fato desta enfermidade não ser transmitida para os seres humanos”, opina. “Vale ressaltar que recentemente uma vacina aplicada pelo Ministério da Saúde ocasionou alto índice de complicações em todo o estado de São Paulo e teve de ser suspensa. Os animais estavam sofrendo choque anafilático. Faltou fiscalização. É mais garantido optar pela vacinação em clínicas, com material de qualidade. É barato e fornece a certeza da imunização e consequente saúde dos bichos”, complementa.
A confirmação do caso de raiva em São Paulo soa como um alerta, mas também desperta a atenção das pessoas sobre o assunto. A professora Marli Santos ganhou um gato há quatro meses e ficou temerosa com o ocorrido. “Fiquei muito preocupada. Levarei meu gato ao veterinário para ser vacinado. O risco existe. Faltam divulgação e atenção das autoridades com a saúde dos animais”, relata.
Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem por ano cerca de setenta casos de raiva em animais. Em 2011, dois casos de raiva humana foram registrados no Maranhão.


LIFE | veterinaria - Publicado 14:52 | - Redação

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