Júlio flagrou um “flanelinha” extorquindo motorista no centro e acionou a prefeitura, que apurou o perfil do reclamante e respondeu com ironia. “Agradecemos o fato de um morador de Boston ajudar na segurança da cidade”, diz a mensagem

Ao passar pelo centro de São José dos Campos na tarde desta sexta-feira (28), o fotógrafo Júlio Pereira flagrou um flanelinha tentando extorquir motorista na esquina da rua Humaitá com a Senador Salgado Filho. Agindo por instinto ao mesmo tempo em que cumpria com o seu papel de cidadão, Julio registrou a ação em imagens.
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De imediato, ele acionou a prefeitura e Polícia Militar. Mas o que o fotógrafo não esperava era o tom irônico da resposta dada pelo canal oficial da administração municipal no Facebook. Após expor a situação ao canal de comunicação, o responsável pelas respostas checou o perfil pessoal de Júlio e comentou. “A prefeitura agradece o morador de Boston pela ajuda na segurança de nossa cidade”.
Mas, na verdade, Júlio é morador da zona oeste de São José dos Campos – apesar de colocar em sua página que mora na cidade de Boston, nos Estados Unidos, local que visita com frequência. “Foi surreal a resposta da prefeitura. Fiquei pasmo com o tratamento dado ao contribuinte”, destacou o fotógrafo, que ainda argumentou qual diferença faria o fato de ele se morador de Boston. Na sequência veio outra resposta debochada. “Você poderia ter chamado a polícia com o mesmo celular que fotografou”.
O caso será apurado, garante prefeitura
Em nota, a prefeitura afirmou que o caso citado nesta matéria será devidamente apurado. Conforme o texto o atendimento dado ao munícipe Julio não é o procedimento padrão da administração. O comunicado destacou ainda que não é realizado nenhum tipo de rastreio nos perfis pessoais dos munícipes.
Segundo a Polícia Militar, em outra reportagem sobre ação de flanelinhas em São José dos Campos, os guardadores de carros se encaixa como crime de extorsão. “Mas para isso é preciso definir quem é o extorquido. Se o guardador de carro alegar que o dinheiro dado pelo motorista foi de livre vontade, a polícia não tem o que fazer. São casos complexos para autuação”, relatou o Capitão da Polícia Militar, Iraí Raval.







