Prédios abandonados no Jardim Aquarius apresentam água parada e preocupam moradores pelo risco de dengue e proliferação do Aedes aegypti.

Dois prédios abandonados no Jardim Aquarius, em São José dos Campos, voltaram a gerar preocupação entre moradores devido à presença recorrente de pontos com acúmulo de água parada, cenário propício à proliferação do mosquito transmissor da dengue. Os imóveis ficam nas ruas David Barrilli e das Pescadas, áreas residenciais com grande circulação de pessoas.
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Moradores do Jardim Aquarius relatam que o problema é antigo e se intensifica em períodos chuvosos. Segundo os relatos, a falta de manutenção nos imóveis abandonados favorece o acúmulo de água em lajes, poços de elevador e estruturas descobertas, aumentando o risco sanitário na região.
“Desde que me mudei para o bairro, em 2019, enfrento problemas com esse prédio, que acumula água e também acaba sendo ocupado por pessoas em situação de rua”, afirmou um leitor da Life que reside nas proximidades da rua David Barrilli. A preocupação dos moradores está diretamente relacionada ao avanço de casos de dengue no município e à facilidade de reprodução do mosquito em ambientes urbanos.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti — do ovo até a fase adulta — pode se completar em até dez dias, dependendo das condições ambientais. Por esse motivo, a recomendação técnica é que possíveis criadouros sejam eliminados semanalmente, o que impede a continuidade da reprodução do inseto.
Procurada pela Life, a prefeitura de São José dos Campos informou que as estruturas mencionadas, localizadas nas ruas David Barrilli e das Pescadas, assim como outras construções em situação semelhante no município, estão devidamente cadastradas e inseridas na rotina de monitoramento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Segundo o posicionamento oficial, esses locais recebem vistorias periódicas das equipes técnicas, além de inspeções adicionais sempre que há solicitações de munícipes relatando possíveis situações de risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, especialmente em períodos de maior incidência de chuvas.
Ainda conforme a administração municipal, durante as vistorias são adotadas as medidas necessárias para a eliminação de criadouros, além do repasse de orientações aos responsáveis legais pelos imóveis. Quando cabível, também são aplicadas as ações previstas na legislação sanitária vigente. A população pode denunciar focos de água parada por meio da Central 156, disponível por telefone, site e aplicativo.
*Matéria publicada na revista Aquarius Life de janeiro







2 Respostas
O prédio da Rua Barrile em frente ao Carrefour não está abandonado… tem uma família que toma conta e ê fechado… moro atrás desse prédio no Edifício Cabo Frio e vejo o morador tomando conta direitinho…
Esse prédio com certeza não é transmissor embora pareça abandonado….
Quem sabe com a reportagem as coisas mudem? Inspeções periódicas não resolve nada. Esses esqueletos vão ficar aí até quando?