Por dentro da epilepsia canina


Doença não é tão rara como se imagina. “Raças pequenas são mais propensas. O principal desafio é definir e identificar a causa”, explica veterinário

 Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer de epilepsia. Ela é causada por uma descarga elétrica no cérebro, que faz com que o cachorro fique, momentaneamente, sem coordenação ou movimentos voluntários.
“A epilepsia se caracteriza em decorrência de diversos episódios de convulsão. O principal desafio é definir a causa, que pode ser originada pela má formação genética ou consequência de problemas parasitários (cisticercose, toxoplasmose, dentre outros), cinomose, acidente vascular cerebral, acidentes do dia a dia que traumatizam a cabeça ou até mesmo hipoglicemia, principalmente em filhotes”, explica o veterinário, Roberto Takeo Shinkai.

Segundo ele, não são raros os casos de epilepsia canina, principalmente nas raças pequenas. “Não que as raças maiores estejam imunes à epilepsia, mas por uma seleção genética aliada à questão quantitativa é muito mais comum cachorro epiléptico de pequeno porte”, complementa. Não existe uma idade definida para o surgimento dos ataques. Pode ser em jovens com dois ou três anos até em cães mais velhos. “Tem casos em que o cão sofre a primeira crise aos sete anos”, conta.

Após ser diagnosticada, a epilepsia é tratada à base de anticonvulsivantes. A dosagem do medicamento é proporcional ao peso do animal e o tratamento pode seguir por toda a vida. “Isso não impede uma boa qualidade de vida. Tem cachorros epilépticos que vivem com saúde e apresentam um grande potencial de longevidade”, enfatiza o veterinário. Conforme o especialista há diversas variações de intensi-dade nos ataques epilépticos, podendo alterar de uma simples “sonolência” ou aparência de estar “desligado” até a perda da consciência.

“Em uma crise o dono deve tomar cuidado para que o animal não bata a cabeça. Jamais se deve enfiar a mão dentro da boca do cão na tentativa de puxar a língua. O ideal é levar o cachorro à clínica. Existem medicamentos injetáveis que interrompem as convulsões”, frisa. Cachorros que sofrem de epilepsia exigem cuidados extras com relação principalmente à excitabilidade, não havendo nenhuma restrição aos passeios.

“O correto é evitar que o animal fique excitado. Por exemplo, se o cachorro fica agitado com o barulho de rojões, deve-se evitar que ele escute o estrondo. Toda emoção forte pode desencadear uma convulsão”, relata. A epilepsia – tanto nos humanos como nos animais – é uma doença não transmissível ao homem nem a outros cães.
Com relação aos gatos, Shinkai diz que os casos são muito mais raros. “Geralmente quando aparece gato com convulsão é decorrente da ingestão de veneno, normalmente de rato. Não há antídoto, o veneno afeta e intoxica o sistema nervoso. Pode-se tentar uma lavagem estomacal com carvão ativado, que puxa a substância e impede que o organismo a absorva”, encerra.

Dúvida de leitora – A raça Golden Retriever está sujeita a displasia coxofemoral, doença hereditária que consiste na má formação das articulações? Essa raça não é recomendada para apartamento?

Dr. Roberto Shinkai – Essa displasia tem origem genética e consiste em uma congruência entre a articulação do fêmur e o acetábulo da bacia, que não se encaixam direito e podem originar um processo inflamatório dolorido. A recomendação é que se adquira o animal em um canil sério, que faz o controle da displasia por meio de exames. A raça Golden Retriever precisa de passeios diários, que queimem bastante energia. Piso escorregadio como porcelanato não é recomendado, já que pode fazer com que o cão escorregue e abra demais as patas.


LIFE | veterinaria - Publicado 09:50 | - Redação

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Comentários:

One thought on “Por dentro da epilepsia canina

  1. Juliana disse:

    Meu cachorro tem uma convulsão um pouco diferente. As patinhas de traz ficam “paralisadas” e olhar estatelado. Dura menos de 1 minuto e logo após ele vomita e faz cocô e fica babando muito.Não fica com nenhuma sequela do tipo amuado o dia inteiro ou sem vontade de brincar. O que pode ser?

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