População de rua diminui em São José


Censo municipal indica 355 pessoas vivendo pelas vias da cidade

O primeiro censo municipal sobre a população em situação de rua de São José dos Campos identificou a presença de 355 pessoas, sendo que 331 responderam o questionário da pesquisa e 24 se recusaram a participar. O trabalho de campo foi realizado nos dias 5 e 6 de novembro de 2015. O percentual da população de rua, em relação à população geral da cidade de São José dos Campos (Censo IBGE 2010), equivale a 0,056%.

O número é inferior ao levantamento realizado em 2011 pela equipe técnica responsável pelo programa de atendimento à população em situação de rua à época, que indicou o número de 450 pessoas, sendo 383 do sexo masculino e 67 do sexo feminino.

A pesquisa atual aponta que a população é predominantemente masculina (296 homens e 35 mulheres), a maioria tem entre 31 e 50 anos e é de baixa escolaridade (154 não completaram o ensino fundamental). Com relação ao estado civil, 192 são solteiros e a maioria é parda e negra (156) e 128 são brancos.

Entre as razões para ida para a rua, 130 pessoas indicaram conflitos familiares; 129 relataram problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas e 55 perda da moradia. Quanto ao tempo na rua, 180 apontaram que estão há cinco anos nesta condição e 104 há menos de um ano.

Das 355 pessoas entrevistas, 186 utilizam os serviços de acolhimento da Prefeitura e apenas 70 pessoas relataram que dormiriam nas ruas na noite em que a pesquisa foi realizada. Esse dado indica que a maior parte das pessoas encontra-se em atendimento ou retornam para a residência de familiares ou amigos. Outro dado relevante: 110 pessoas nasceram na cidade e 171 apontaram que possuem vínculos familiares no município, sendo que 82 delas mantêm contato permanente com a família.

Nos dados apresentados, chamou atenção também a presença de 30 pessoas que disseram passar o dia junto a essa população e a noite retornam para suas residências.

“Os dados apontam que as pessoas em situação de rua mantêm vínculos com a cidade, seja no âmbito familiar ou no tempo que vivem na cidade. Assim, as intervenções do poder público, no sentido da superação desta situação, poderão ter mais êxito se também buscarmos a reconstrução de vínculos com as famílias”, disse a secretária de Desenvolvimento Social.

A grande maioria (94%) indicou possuir documentação. “Isso rompe com um dos mitos criados em relação a esse segmento, considerando-as como indigentes, desconhecidas ou perigosas”, completou a secretária.

Segundo ela, o objetivo da pesquisa, como já anunciado anteriormente, é aprimorar os serviços existentes. “Uma das medidas é melhorar as instalações do abrigo localizado na Rua Guararapes, no Monte Castelo, e a criação de mais duas unidades menores de acolhimento, abrigando, cada uma, cerca de 30 pessoas, na região central da cidade. Outra medida já realizada foi a capacitação das equipes que atuam nos serviços de abordagem social”, afirmou.

Outra ação realizada foi a desativação do espaço de convivência no Alto da Ponte, muito distante, e sua transferência para o prédio anexo à sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, na Rua Henrique Dias, no Monte Castelo, mais próximo dos abrigos municipais e da grande concentração desta população na região central.

Metodologia – A pesquisa teve a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com a Comas (Comunidade de Ação Cristã), a Universidade Paulista (Unip) e supervisão da professora Maria Madalena Alves, doutora em Serviço Social, da empresa MMA Consultoria. O objetivo foi atualizar os dados da população, visando o fortalecimento de uma política municipal para a população em situação de rua envolvendo as áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, habitação, entre outras.

Como metodologia para o desenvolvimento da pesquisa, primeiro foi mapeado os pontos de permanência da população em todas as regiões da cidade, totalizando 136 pontos, bem como os serviços de acolhimento institucional.

O segundo momento consistiu na composição e capacitação dos pesquisadores, compostos pelos educadores sociais (Serviço Especializado em Abordagem Social), técnicos dos serviços de atendimento e estagiários do curso de Serviço Social da Universidade Paulista (Unip). O terceiro momento incidiu na aplicação do pré-teste, definição dos itinerários e equipes de campo para a pesquisa que foi realizada em 24 horas (5 e 6 de novembro de 2015).

 


LIFE | cotidiano - Publicado 12:16 | - Redação

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