Pensamentos a mil por hora


Preocupações excessivas e ansiedade elevam casos da Síndrome do Pensamento Acelerado – que pode desencadear diversos sintomas físicos

O acúmulo de responsabilidades nem sempre é bem administrado e a preocupação excessiva – até mesmo com assuntos irrelevantes – está elevando o número de casos da Síndrome do Pensamento Acelerado. Apesar do nome, esta síndrome é uma anomalia que acomete alguns transtornos psiquiátricos.
Segundo o neuropsiquiatra Carlos H. Ferreira Banys, da Unep, é um sintoma que ocorre muito no Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e é marcada pela preocupação excessiva com os afazeres do cotidiano e a necessidade de fazer tudo antes da hora.
“Isso se transforma em excesso e desencadeia sintomas físicos como dores musculares, gastrites, colites, alterações de pressão, insônia e cefaleia. O cotidiano nas grandes cidades, as dificuldades enfrentadas na vida, o excesso de informação e a rapidez exigida nas informações geram ansiedade. Por isso, trata-se de algo difícil de evitar, porque é preciso saber manejar a ansiedade”, ensina o especialista.
A tecnologia que permite fazer várias tarefas ao mesmo tempo colabora para que a síndrome seja cada vez mais frequente. Além de afetar os adultos, cresce também o número de casos da Síndrome do Pensamento Acelerado em crianças que são diagnosticadas com déficit de atenção devido à quantidade excessiva de atividades a que estão submetidas como escolas e cursos, e por não terem mais tempo para brincar ou descansar.
O médico alerta que crianças e adolescentes estão sendo cada vez mais diagnosticados com doenças como depressão, síndrome do pânico e transtorno de ansiedade e cabe aos pais ou responsáveis terem mais cuidado com o equilíbrio, já que trata-se de uma faixa etária que não tem maturidade para se controlar.
“Adultos e crianças devem, como prevenção, ter sempre 30 minutos diários para não fazer e pensar em nada, pausas durante o dia, rotina e horários para comer e dormir, além de desligarem celulares e tecnologias em alguns períodos para não ficarem em estado permanente de alerta. É válido, também, ter uma agenda de compromissos para dividir conforme o tempo disponível e não tentar resolver tudo ao mesmo tempo”, sugere o entrevistado.
Para o diagnóstico, primeiramente é preciso descartar causas físicas para, então, um psiquiatra fazer a avaliação clínica dos sintomas. O tratamento geralmente é feito com a prescrição de antidepressivos, que agem no controle da ansiedade e com a psicoterapia cognitiva comportamental, específica para o indivíduo aprender a lidar com a ansiedade.


LIFE | saude - Publicado 08:41 | - Redação

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