Estado passa para São José o complexo da Tecelagem Parahyba


Governo do Estado de São Paulo informou a Prefeitura de São José dos Campos que o complexo da Tecelagem Parahyba, ao lado do Parque da Cidade, será repassado ao município. A Prefeitura deve receber uma permissão de uso e, posteriormente, a doação da área de 125 mil metros quadrados.

F00029529gO acordo foi divulgado pelo prefeito durante uma reunião na sede da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) na tarde desta sexta-feira (8). No local, moradores, artistas e entidades se mobilizaram contra a intenção do Estado de vender o complexo, que abriga a sede da Fundação e outras repartições municipais e estaduais.

Após o anúncio, o grupo comemorou com um abraço simbólico no prédio e uma cantiga de ciranda. Os detalhes do acordo serão discutidos pela Prefeitura e Governo do Estado nos próximos dias.

“Hoje tivemos a confirmação de tratativas que iniciamos com o governador na quinta-feira. Quero agradecer o governador Geraldo Alckmin pela sensibilidade, mas principalmente parabenizar o movimento cultural e os moradores de São José, que conseguiram essa grande vitória”, afirmou o prefeito.

O diretor-presidente da FCCR disse que o próximo passo será acertar os detalhes da transição do complexo do Estado para o município. “Depois disso podemos planejar um plano de restauro e de ocupação das áreas da Tecelagem que estão deterioradas”, explicou.

Entenda o caso

Na sexta-feira passada (1) a FCCR recebeu uma notificação da Procuradoria Geral do Estado pedindo a desocupação do prédio. O documento informava que a Fundação tinha 30 dias para sair do local, de propriedade do Estado, porque o complexo seria colocado à venda.

Outros órgãos municipais e estaduais instalados no local também receberam a notificação. Devido ao valor histórico da Tecelagem Parahyba para a cidade, a medida gerou forte mobilização popular.

A Tecelagem Parahyba foi criada em 14 de março de 1925 e se transformou em uma das mais importantes fábricas têxteis do Brasil. A marca Cobertores Parahyba, produzida no complexo, alcançou, na década de 40, uma produção de quatro milhões de unidades por ano.

Na década de 60, os negócios continuaram a crescer, com inovações produtivas e no investimento em publicidade. Nos anos 70, a fábrica dominava mais de 70% do mercado nacional e exportava para mais de 90 países.

Em 1982, o país começou a passar por dificuldades financeiras e depois a fábrica encerrou as atividades. Mas já tinha garantido um lugar na história da cidade e se tornou um patrimônio preservado por lei municipal.


LIFE | destaques - Publicado 10:40 | - Redação

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