“Padrão Fifa” além da Copa


Com o fim do Mundial, desafio é tornar o “padrão Fifa” em algo normal e rotineiro para todos os brasileiros – e não apenas durante breves soluços de excelência provocados por eventos extraordinários. Prioridade agora é a eleição de outubro!

A Copa das Copas acabou e junto com ela o sonho de sermos hexacampeões dentro de nossa própria casa. Ganhou a Alemanha, um leal prêmio ao planejamento e à melhor equipe. Agora, enfim, como dizem dez entre dez brasileiros, tudo volta ao normal. Mas eu gostaria que acontecesse exatamente o contrário.
Prefiro a anormalidade da Copa do Mundo, que deveria ser nosso “estado natural” e, para algumas pessoas, é. Ao longo de 32 dias, o Brasil encantou estrangeiros e brasileiros. Tudo funcionou bem melhor do que antes. Aeroportos, segurança, estádios, recepção, tudo num ritmo que não deixou nada a desejar.
É óbvio que houve incidentes: um viaduto caiu, a segurança falhou em alguns jogos, filas nos estádios, mas, no balanço geral, o país venceu com estilo o jogo fora das arenas. Ou seja, quando queremos e precisamos, sabemos fazer bem. Agimos como um ótimo anfitrião, recebemos o mundo de braços abertos, demonstrando toda nossa hospitalidade.
Aí, fica a pergunta. Por que não deixar a casa arrumada para seus habitantes diários e não só para visitantes ocasionais? Que tal tratar os vizinhos da mesma forma que encantou os turistas estrangeiros? Que tal nossos governantes dedicarem – todo santo dia – o mesmo zelo pelos serviços públicos demonstrado durante a Copa para dizer ao mundo que, sim, somos capazes?
Esse é o desafio. Tornar o padrão vivido recentemente em algo normal, símbolo brasileiro para todos os brasileiros. Acabar com os soluços de excelência provocados por eventos extraordinários. Para isso, temos de aprender com nossos erros e não ficarmos extasiados com o sucesso momentâneo.

No final, tudo funcionou bem, mas no sufoco, aos trancos e barrancos. Aí está o desabamento do viaduto de Belo Horizonte como exemplo negativo da correria. Na Olimpíada do Rio, tudo pode ser melhor. Sem sofrimento.

Assunto agora é eleição – A campanha começou pra valer. Temo que seja dominada por uma inútil guerra sobre o passado. O desejo de mudanças pede programas de governo no centro das discussões, candidatos dialogando com o leitor e não uma campanha dominada mais uma vez pelo marketing político.
Talvez mais importante ainda que um desejo genérico de mudar, seja a garantia de que não haverá retrocesso. Nesse momento, é inevitável recordar uma frase da presidente Dilma: “Meu governo é padrão Felipão”. De fato. Em tudo se assemelha a ele.
Diante de todas as evidências de que o modelo econômico não está funcionando, o governo insiste na mesma trajetória e aprofunda os erros. De forma arrogante, a presidente chama os críticos de pessimistas. Ou seja: seu distanciamento da realidade e do eleitor também lembra a CBF.
A derrota humilhante mexeu com o torcedor. A resposta direta do governo foi propor mais intervenção no direito de ir e vir dos jogadores, reproduzindo os erros do modelo econômico. Já mudaram de ideia, não há pensamento organizado. Após o desastre aparecem soluções dispersas para salvar nosso futebol. Sete anos não foram suficientes para planejar a participação da Seleção na sua própria Copa. Assim como a derrota do time de Scolari, o fracasso da política econômica é previsível. A inflação segue subindo. O crescimento da economia em 2014 será pífio. As contas públicas não têm a menor credibilidade. Qual será a resposta dos candidatos para esses problemas? O Brasil não aguenta outra goleada!


LIFE | artigos - Publicado 10:27 | - Redação

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