Oscar 2026: filme brasileiro “O Agente Secreto” é indicado em quatro categorias

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“O Agente Secreto” disputa Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco na premiação mundial

O Agente Secreto
Wagner Moura concorre ao Oscar 2026 por sua atuação em “O Agente Secreto”/ Foto: Divulgação

O longa-metragem “O Agente Secreto” confirmou seu protagonismo na temporada de premiações ao receber quatro indicações ao Oscar 2026. Esta não é a primeira vez que um filme brasileiro é indicado a quatro categorias, em 2004 o filme “Cidade de Deus”, também obteve quatro indicações.


Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura indicado por sua atuação como protagonista.

A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como na edição anterior, o evento será apresentado pelo comediante Conan O’Brien, que retorna ao comando da 98ª edição da premiação.

Além do destaque para O Agente Secreto, o Brasil também marca presença na categoria de Melhor Fotografia. O diretor de fotografia Adolpho Veloso aparece entre os favoritos pelo trabalho realizado no filme “Sonhos de Trem”.

Entre os filmes com maior número de indicações ao Oscar 2026, “Pecadores” lidera a lista com 16 nomeações, seguido por “Uma Batalha Após a Outra”, com 13. “Frankenstein”, “Marty Supreme” e “Valor Sentimental” receberam nove indicações cada, enquanto “Hamnet” aparece com oito.

Já consolidado no cenário internacional, “O Agente Secreto”, agora indicado ao Oscar 2026, venceu as categorias de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator de drama, com Wagner Moura, na premiação Globo de Ouro.

Enredo de “O Agente Secreto”

Ambientado em 1977, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, um professor que deixa São Paulo e chega ao Recife em meio à ditadura militar. Fugindo de ameaças, ele tenta se reaproximar do filho enquanto se vê envolvido em um ambiente marcado por vigilância, medo e tensão política.

O filme utiliza o carnaval e a paisagem urbana da capital pernambucana como pano de fundo para um thriller de atmosfera densa, no qual paranoia, lendas locais e repressão se misturam. A obra equilibra suspense e drama familiar, consolidando-se como um dos títulos brasileiros mais relevantes da história recente do cinema.

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

5 Respostas

  1. É o Brasil ganhando prêmios, e ainda mostrando a verdade. Parabéns para o Brasil, parabéns para os atores. O restante que não gostou pode chorar

  2. Temos que agradecer aos bozolinos, minions e comedores de alfafa em geral, a imbecilidade dessa gente foi importante para o sucesso do filme “Ainda Estou Aqui” ano passado e de novo agora com “Agente Secreto”. A ânsia do gado pelo autoritarismo é combustível para democracia. Tomara que ganhe para que a atual geração tenha acesso à história antes que tentem novamente mudá-la. Parabéns aos envolvidos no filme, já têm todo o mérito pelo filme e pelo propósito. Para quem não gosta, joga o boné no chão, pisa em cima e chora.

  3. “FOI PARTE DA GUERRA FRIA”
    — a influência dos Estados Unidos no golpe militar de 1964. A própria Casa Branca confirmou a informação ao ter divulgado gravações de conversas em que o ex-presidente John Kennedy cogita ao então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, uma intervenção militar.

    A ditadura no Brasil não aconteceu isoladamente. Foi parte da Guerra Fria.
    Os Estados Unidos patrocinaram a ditadura no Brasil. Foi uma época distópica.”

    “Esta não é apenas uma história sobre o passado — é também um reflexo do agora. Novamente, estamos cheios de medo, divididos e com raiva.
    O populismo e a ideia de que um estado violento pode colocar ordem na bagunça moderna — é tentador. Mas devemos resistir.”
    A influência dos EUA na ditadura militar brasileira
    De acordo com a Agência Brasil, os americanos se esforçaram no emprego de recursos financeiros para a promoção e o incentivo de iniciativas que tivessem o intuito de combater o comunismo no Brasil. Estudos agora dão como certo até mesmo o envio de uma frota naval dos Estados Unidos para apoiar o golpe, comprovando a articulação entre militares brasileiros e o governo daquele país.

    Adotando uma política intervencionista, o governo dos Estados Unidos reprovava as nacionalizações de empresas americanas e as estratégias de política externa da gestão de João Goulart — presidente deposto que não era comunista, mas propunha reformas de cunho trabalhista e de centro-esquerda, como a reforma agrária. Professor da Universidade de Columbia, John Dingens afirmou em 2014 à Agência Brasil que os Estados Unidos participaram ativamente para minar a gestão de Jango.

    “O registro histórico é claro. Por causa de um medo exagerado de uma repetição da revolução cubana — um cenário que observadores objetivos consideraram ser extremamente improvável, beirando a paranóia geopolítica —, o embaixador e agentes da CIA, conspiraram e encorajaram militares brasileiros a depor o presidente eleito pelo povo brasileiro, João Goulart.”
    Professor de história da Universidade de Brasília (UnB), Virgílio Arraes, aponta também à Agência Brasil que o poderio militar dos Estados Unidos foi uma das principais razões para não ter havido reação do presidente João Goulart ao golpe dado pelos militares brasileiros contra seu governo. Ele também afirma que o deslocamento da frota deve ter sido a maior movimentação naval no Hemisfério Sul desde a época da Segunda Guerra Mundial.

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