Operação “Para Você Tem Jeito” objetiva acolher moradores de rua em SJC; dependentes químicos atormentam com furtos!

São José dos Campos lançou – na terça (1) – a operação “Para Você Tem Jeito” com o objetivo de oferecer acolhimento a pessoas em situação de rua e auxiliar aqueles que desejam retornar às suas cidades de origem. Mas, a iniciativa surge em um momento crítico para o município, onde o crescente número de pedintes e usuários de drogas nas ruas reflete diretamente no aumento de furtos e na sensação de insegurança entre moradores e comerciantes.
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“Não é difícil notar o avanço da situação de rua em SJC. Praças, semáforos e calçadas viraram pontos de permanência de pessoas em condições de vulnerabilidade. Isso reflete diretamente no aumento de furtos e na depreciação do espaço, infelizmente”, afirma uma moradora de um prédio situado no entorno da Praça São Dimas, na região central. “O número só cresce. O Apoio Social da prefeitura vem quase todo dia, mas pouco podem fazer, esta que é a verdade. Quando o pessoal ‘causa’ demais e alguém chama a Polícia Militar eles chegam a ser dispersados após a abordagem, mas meia hora depois retornam. Não vejo solução, já que a internação compulsória é proibida”, afirma a corretora de imóveis, Maria Helena Gomes Albuquerque, que mora há 45 anos na região.
A presença de dependentes químicos também tem sido relatada por comerciantes do São Dimas, que denunciam furtos frequentes de mercadorias e ameaças constantes. “Já entraram no meu comércio três vezes para roubar, sempre para levar coisas pequenas que provavelmente são trocadas por drogas. A polícia até vem, mas a situação se repete”, desabafa um comerciante que preferiu não se identificar. “O pior é que eles saem pela porta da frente da delegacia e voltam a cometer furtos. A população não aguenta mais”, completa.
A operação e seus desafios
A “Para Você Tem Jeito” conta com a participação da Guarda Civil Municipal (GCM), da Secretaria de Apoio Social ao Cidadão e da equipe de Manutenção da Cidade. A ideia é garantir abordagens humanizadas e oferecer alternativas de acolhimento, mas a adesão ainda é baixa.
Na primeira noite de ação, sete pessoas aceitaram retornar para suas cidades de origem e 12 aceitaram ir para abrigos municipais.
Estrutura e limitações
SJC conta com 28 equipes multidisciplinares e 17 veículos para a abordagem, além de abrigos estruturados. Mas, mesmo com essa infraestrutura, a percepção popular é de que a cidade continua dominada por moradores de rua e que a criminalidade ligada a essa população não diminuiu.
Enquanto a Prefeitura busca soluções, comerciantes e moradores seguem lidando com o aumento da insegurança. A grande questão é: será que a operação “Para Você Tem Jeito” conseguirá reverter esse cenário ou será apenas mais uma ação paliativa?
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2 Respostas
Aqui no jardim das industrias na pra ça Helio Augusto tem um senhor que está aqui desde acovid..Ele montou um galinheiro com várias galinhas e galos onde eles ficam(Dormem) tem um cheiro terrivel….E a prefeitura com seus equipamentos não tiram os bichos e este senhor daqui….Ele chega após as 10 depois vai buscar marmita e faz uma sujeira com descartes pela grama…Nos os moradoreses estamos cansados de pedir providencias…..
Sinceramente, já estou perdendo a paciência com estes moradores de rua.
Lamentavelmente, são alimentados por pessoas de bem ( para garantir o lote no céu) que provavelmente não são afetados ou não se importam com as atitudes negativas e ações destrutivas destes moradores de rua para a sociedade. Como violência.
Fazem uma sujeira no meu bairro ao pegarem o saco verde da Urbam das lixeiras jogando todo lixo na calçada.
Fazem fezes em locais de passagem e na entrada de estabelecimentos. Ficam coagindo pessoas na rua para darem dinheiro.
Vai chegar um momento que este problema será resolvido do pior jeito possível.
Pergunta só pra eles, de onde são ou vieram?
A maioria não é de São José dos Campos, nem mesmo das cidades vizinhas.
Então, como vieram parar aqui?
Vi depoimento de uma paulistana da periferia que a prefeitura da capital pega alguns nóias do centro, cracolândia, e os distribuem pelas periferias de São Paulo. Assim, reduz a concentração e aglomeração deles reduzindo o número e reduzindo os assaltos no centro e a sujeira. Atacam como enxame.