Mulher suspeita de injúria racial contra guarda-vidas é solta após audiência de custódia em Ubatuba

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Confusão ocorreu na Praia Grande, em Ubatuba, após desaparecimento de criança; Justiça concedeu liberdade provisória com medidas cautelares

A mulher de 36 anos presa em flagrante suspeita de cometer injúria racial contra um guarda-vidas durante uma confusão na Praia Grande, em Ubatuba, foi colocada em liberdade provisória nesta sexta-feira (9), após passar por audiência de custódia.

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Angélica C. da S. R. havia sido detida na quinta-feira (8) após um desentendimento envolvendo guarda-vidas do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a mulher foi liberada sem a necessidade de pagamento de fiança, mas deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades.

Segundo o boletim de ocorrência, a confusão teve início após o desaparecimento de uma criança na praia. Angélica relatou à Polícia Militar que solicitou ajuda aos guarda-vidas e não teria sido atendida, alegando ainda que foi ofendida e agredida pelos profissionais.

Já os guarda-vidas afirmaram que, no momento do pedido, estavam empenhados no salvamento de uma vítima de afogamento. Conforme relato registrado, a mulher e familiares teriam iniciado ofensas verbais, incluindo xingamentos de cunho racial, o que culminou em agressões físicas. Um dos guarda-vidas relatou ter sido chamado de “macaco”.

O boletim aponta que testemunhas presenciaram agressões contra guarda-vidas já imobilizados, sendo que algumas confirmaram possíveis ofensas raciais, enquanto outras disseram ter visto apenas agressões físicas, sem ouvir xingamentos ou presenciar o início da confusão.

Angélica negou à polícia ter cometido injúria racial, afirmando que apenas reagiu a supostas ofensas. A Polícia Militar informou que, ao chegar ao local, encontrou um grande tumulto, com as partes exaltadas e desobedecendo ordens, sendo necessária a contenção de um dos guarda-vidas até a normalização da situação.

Todos os envolvidos sofreram apenas ferimentos leves. O caso foi registrado como lesão corporal, vias de fato, desacato e injúria racial, e segue sob investigação da Polícia Civil.

O Grupamento de Bombeiros Marítimo afirmou que não foi possível identificar quem deu início às agressões. A corporação destacou que o guarda-vidas temporário atendia uma ocorrência de emergência no mar quando ocorreu a abordagem da mulher, o que teria gerado insatisfação e hostilidade verbal.

A criança que havia sido dada como desaparecida foi localizada em segurança. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Angélica C.

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