Movimento nos shoppings cai 25% com rolezinhos, diz associação


Índices divulgados pela Alshop; 71% dos clientes reprovam o encontro

O movimento  nos shoppings onde ocorrem os rolezinhos , caiu cerca de 25%, aponta a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). A entidade informou que também houve queda na circulação de pessoas nos dias que antecederam a atividade, a partir do momento em que o evento era anunciado para determinado centro comercial nas redes sociais. Segundo pesquisa da Alshop, 71% dos clientes desaprovam o encontro de jovens nos shoppings.

Os “rolezinhos” estão ocorrendo desde dezembro de 2013 e são convocados nas redes sociais por jovens da periferia para centros comerciais da cidade. Milhares de pessoas comparecem ao evento. A iniciativa têm sido reprimida pela polícia e proibida por decisões judiciais.

O presidente da entidade, Nabil Sahyoun disse hoje (22) que estes jovens são bem-vindos nos centros comerciais, desde que individualmente. “O que não podemos admitir é um grupo que entre para fazer baile funk nos corredores, porque não podemos correr o risco de ter alguma fatalidade dentro desses empreendimentos”, declarou.

Sahyoun nega que os centros comerciais tenham tido um comportamento racista ao impedir a entrada de alguns jovens. Ele avalia que alguma atitude pode ter sido assumida individualmente por algum funcionário. “Falar de racismo é um absurdo. Os shoppings estão abertos para todos, de todas as classes, de qualquer faixa de poder aquisitivo. O que estamos preocupados é um grupo de mil, duas mil pessoas que entrem, não pode permitir em respeito a segurança de todos eles”. Ele informou que o governo estadual se comprometeu a promover eventos públicos que atraiam a juventude. De acordo com Sahyoun, os locais devem ser indicados nas próximas duas semanas. “Os lojistas, inclusive, poderão patrocinar essas iniciativas”, apontou.

Representantes da Alshop vão se reunir com ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, para discutir ações federais para conter os “rolezinhos”.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, descartou a necessidade de intervenção federal para conter estes eventos nos shoppings. “Em termos de segurança pública, [a intervenção] não é necessária”. Ele reforçou que os encontros de jovens não justificam uma ação policial, nem mesmo a realização de triagens sobre quem pode ou não entrar nos centros de compras. “A polícia acompanha estes movimentos e só faz intervenção quando há atos de vandalismo”, declarou.

 


LIFE | cotidiano - Publicado 11:36 | - Redação

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