Matérias que fazem falta na grade curricular


Por onde andam disciplinas como Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política do Brasil)?
Antes comum nas escolas – tanto em particulares como públicas – hoje não se vê mais matérias como Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política do Brasil) nas instituições educacionais. Antigamente, tais disciplinas faziam parte da grade curricular tanto do primário como do ginásio, hoje chamados simplesmente de educação fundamental.
As voltas dessas matérias nas escolas seriam muito importantes porque resgatariam a moral, os bons costumes e o conhecimento da divisão política e administrativa do Brasil, desconhecidas pela maioria das crianças e jovens dos dias atuais. Além disso, reforçaria o civismo e a boa conduta moral em pleno tempo da era digital e do esfriamento das relações humanas.
civismo_siteMas foi tudo para o caminho inverso: professores foram desvalorizados com o passar do tempo. Hinos lindos como o Nacional, da Bandeira e da Proclamação da República não são mais tocados nas escolas. As datas cívicas eram todas comemoradas pelos professores e alunos. A repetência existia e junto com ela a obrigação de tirar notas boas ou satisfatórias em todas as disciplinas.
Infelizmente o ensino que vemos hoje é totalmente adverso desse tempo, pois o que notamos atualmente são alunos que passam de ano sem o devido conhecimento, matérias apostiladas para os alunos colocarem somente um X na questão, desrespeito total dos alunos com os professores, educadores que não podem chamar a atenção dos alunos porque podem constranger os mesmos, professores desvalori-zados devido à baixa remuneração e alunos deficientes estudando junto com outros alunos em classe com mais de 40 alunos – dentre muitos outros déficits.
Diante dessa comparação com os tempos mais antigos o que vemos hoje é simplesmente um sistema de ensino totalmente falido e abandonado, principalmente no Estado de São Paulo, o mais rico da federação em produção de bens de consumo e arrecadação de impostos.
O que nos resta agora é apelar para que os bons políticos revejam e consertem o que os maus políticos fizeram com o nosso ensino público. Atualmente nosso país vive uma crise de princípios morais e éticos. Associado a isto, apesar das estatísticas apontarem para um decréscimo da pobreza, o que vemos é uma crescente “favelização” de nossas cidades.
Cada vez mais jovens brasileiros acreditam que “descer até o chão” cantando funks e músicas que nada têm de cultura, demostram que eles estão na moda, fazem sucesso. Está cada vez mais frequente encon-trarmos candidatos que durante as suas entrevistas de emprego, falam errado, enchem-se de frases com palavras de baixo calão. No trânsito, parar no sinal vermelho para que pessoas atravessem na faixa virou motivo para que o motorista do carro de trás te xingue e buzine, afinal ele está com pressa e o sinal é só de pedestres!
Enfim, o país se desmancha em roubos, falcatruas, golpes, falta de ética, falta de conhecimento, etc. Perante esse cenário, torna-se totalmente pertinente a volta das matérias cívicas. Nossos jovens deveriam ser educados por meio de princípios éticos e morais para que eles possam decidir pelo certo.
Se nada for feito de concreto nesta direção o Brasil será eternamente um país de terceiro mundo. Os pais devem lutar pelo retorno dessas matérias. E, também, uma matéria sobre finanças e orçamento familiar, porque a falta deste estudo desde a mais tenra idade evitará que jovens, adultos e idosos caiam nas armadilhas: excesso de prestações e empréstimos, o que leva ao desespero, suicídio e depressão.

Matérias que tornem adolescentes pensantes e questionadores conscientes. Os jovens atuais só se preocupam com TV (informação pronta e inútil, banalidades, futilidades, perversidades) e internet (somente para jogos). Podemos usar o facebook e a internet para forçar o ministério público a implantar as boas disciplinas e não as “idiotices” que querem empurrar no dia a dia e no futuro da “geração de amanhã”. Nos dias de hoje quem dita as regras é a mídia com suas novelas, eventos e programas indecentes. E ainda tem a grave questão da alimentação.

Já que nossos governos podem gastar tanto dinheiro com absurdos, porque não investir em profissionais da nutrição para atuarem diretamente na alimentação das nossas crianças dentro das cozinhas das escolas e diretamente com os alunos, pais e educadores.
Quando estamos bem alimentados (qualidade), aprendemos mais, temos mais paciência, temos melhor visão a respeito das coisas, melhores opiniões, melhores conceitos, amplia nossa percepção, melhora a relação interpessoal, não nos inflamamos por qualquer coisa. Enfim, uma alimentação saudável e viva reformula os quatro sentidos (paladar, visão, audição e olfato).

Mentiras e Verdades sobre exclusão das matérias OSPB e Educação Moral e Cívica

Para desmistificar a falácia de que as disciplinas OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e Educação Moral e Cívica foram instituídas no Brasil pelos governos militares, estudos recentes comprovaram que estas foram incluídas no currículo escolar no processo de aprovação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) de 1961, ou seja, 3 anos antes do golpe militar de 1964.
Alguns políticos e cidadãos mal intencionados levantaram a bandeira de que estas matérias tão importantes para a formação dos cidadãos por falar do civismo, vida em sociedade, noções de direitos e deveres e promoções de ações coletivas para o bem estar da sociedade foram instituídas pelos militares para alienar o povo.
Alienação é o que estamos vivendo hoje 22 anos depois de retirada estas matérias dos currículos escolares: os jovens de hoje não têm a menor noção dos predicados social e cíveis citados anteriormente e aceitam qualquer porca-ria oferecida, como se fosse um “caviar” cultural.
É preciso que estas matérias retornem para os currículos escolares o mais rápido possível, para salvar as novas gerações, incluindo nestes conceitos e regras a valorização do país e a abolição definitiva da corrupção do Brasil, fator que nos eleva a ter a maior carga tributária do mudo e de contrapartida o pior serviço público e distribuição de renda do planeta.


LIFE | educacao - Publicado 07:02 | - Redação

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