Homem é condenado por estupro de vulnerável em São José dos Campos após abusos contra três sobrinhas ao longo de mais de uma década

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Um homem foi condenado a 103 anos, 1 mês e 6 dias de prisão por estupro de vulnerável em São José dos Campos. Ele foi sentenciado em razão da acusação de ter abusado sexualmente de três sobrinhas ao longo de mais de uma década. A decisão foi proferida pela Justiça local e ainda cabe recurso.
A sentença foi emitida pela Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que fixou a pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O réu também foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais para cada uma das vítimas.
De acordo com o processo, os crimes ocorreram de forma reiterada desde a infância das vítimas até o início da adolescência. Os abusos aconteciam quando as meninas estavam sob os cuidados do tio, que, segundo os autos, mantinha um padrão de comportamento semelhante com todas elas.
Abusos vieram à tona após mudança de comportamento
O caso começou a ser revelado quando as irmãs mais velhas perceberam alterações no comportamento da vítima mais nova e a incentivaram a relatar o que estava acontecendo. Em depoimento à Justiça, todas confirmaram os abusos sofridos ao longo dos anos.
Na decisão, o juiz responsável destacou que os relatos foram coerentes, detalhados e compatíveis com as idades das vítimas. Segundo a sentença, também houve similaridade na descrição dos atos, locais e formas de execução.
O magistrado ressaltou ainda que a demora na revelação dos crimes não compromete a credibilidade dos depoimentos. De acordo com ele, esse comportamento é comum em casos de abuso sexual no ambiente familiar, devido a fatores psicológicos e emocionais envolvidos.
Pena considerou gravidade e impacto psicológico
A condenação levou em conta a gravidade dos crimes, a repetição das condutas e o impacto psicológico prolongado nas vítimas. Também pesou o fato de o acusado ser tio das meninas, exercendo influência e autoridade sobre elas.
O nome do condenado não foi divulgado, já que o processo tramita sob sigilo. A medida busca preservar a identidade das vítimas, que possuem vínculo familiar com o réu. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso. Até o momento, a defesa não se manifestou. O espaço segue aberto.
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