Jardim Aquarius: resquício de resistência em meio à violência urbana!


Na contramão do Vale e Estado bairro reduz índices de violência e segue como referência em qualidade de vida. Óbvio que há problemas, principalmente de mobilidade urbana, manutenção e algazarra nas áreas verdes, mas pouquíssimos crimes hediondos são registrados. Que o ambiente pacífico predomine e se estenda para toda a cidade

Eu me sinto seguro no Jardim Aquarius. Meu prédio – onde moro há cinco anos – nunca registrou ocorrência de violência. Muitas vezes chego em casa na alta madrugada e jamais presenciei movimentos suspeitos na entrada da garagem. Também nunca me deparei com assaltos nas ruas e áreas verdes do bairro, apesar de saber que alguns furtos e roubos tenham sido praticados, principalmente no período noturno.
Antes de escrever este artigo, fiz questão de ouvir pessoas como eu: moradores do Jardim Aquarius, que saem e chegam de carro, trafegam pelas estreitas vias do bairro e desfrutam – principalmente nos finais de semana – do lazer proporcionado pela Praça Ulisses Guimarães.
Todas garantiram que se sentem seguras no Jardim Aquarius, mas evidente que mantém preocupações relacionadas aos filhos, que muitas vezes trafegam a pé pelo bairro, exibindo celulares ou computadores. Mas nada que uma boa orientação com foco na precaução não resolva.

Você já ouviu falar de assalto à mão armada em semáforo do Aquarius? Ou roubo em residência ou apartamento? Algum escritório ou sala comercial que tenha sido invadido por marginais armados e violentos? Latrocínio, então, que vem crescendo de forma assustadora na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Grande São Paulo, simplesmente não existe em nosso bairro.
Basta ler jornais, revistas ou ligar a televisão para ficarmos chocados com ações criminosas que resultam em vítimas queimadas, esfaqueadas ou baleadas. Casos assombrosos que na maioria das vezes não contaram com reação ou resistência. Hoje em dia não basta apenas roubar, os ladrões fazem questão de assassinar, como se essa barbárie o elevasse na hierarquia do crime, alicerçada pelo eterno sentimento de impunidade que assola nosso país desde o seu descobrimento e colonização pelos portugueses.
Perante esse cenário urbano de guerra, podemos nos considerar privilegiados por termos nosso bem maior protegido: a vida. O governo estadual anuncia mudanças para tentar conter esse tsunami de violência aumentando o efetivo policial e oferecendo bônus por produtividade. Dará resultado? Só o tempo dirá.
De volta à realidade do bairro, informações exclusivas da PM apontam que a região oeste apresenta uma queda de 75% nos casos de roubo, conforme matéria desta edição da Aquarius Life. A Guarda Civil Metropolitana também faz a sua parte com rondas diárias e monitoramento de câmeras.
Paralelo à violência, o Jardim Aquarius tem problemas evidentes e talvez até sem solução como o eterno dilema da mobilidade urbana. Como melhorar o deslocamento em uma área projetada inicialmente para ser um loteamento e que hoje comporta mais de cem prédios, emergente centro comercial e Fórum? São muitos veículos para pouco espaço físico. Teremos Zona Azul? E os jovens, muitos deles residentes do próprio Aquarius, que insistem em promover algazarras e barulho em plena madrugada? E as praças e áreas verdes que muitas vezes sofrem com a falta de manutenção? E os donos de cachorros mal educados que insistem em não recolher as fezes de seus animais? E os saturados acessos viários do bairro, serão expandidos?

Marco Osio Pugliesi


LIFE | artigos - Publicado 14:46 | - Redação

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