A incógnita dos Jogos Olímpicos do Rio


O maior evento esportivo do mundo será sediado com eficácia pela Cidade Maravilhosa? Haverá legado? Tocha vai passar por São José no dia 26/07 – véspera do aniversário da cidade

Olympia_2016_-_Rio_(2).svgEstá chegando a hora. Os Jogos Olímpicos do Rio terão início no dia 5 de agosto e parecem – a esta altura – o clássico caso do copo meio cheio / meio vazio, já que é possível ter expectativas otimistas ou pessimistas sobre o evento e seu legado. Dependendo da perspectiva que se usa. Essa dicotomia está refletida nos resultados de uma pesquisa recente encomendada pelo Ministério dos Esportes antes de vexames de grande repercussão como, por exemplo, o descredenciamento do laboratório nacional que cuidaria da análise de doping.
O governo – obviamente – divulgou a sondagem focando a parte cheia do copo: “Jogos Rio 2016 são aprovados pela maioria dos brasileiros”, dizia o texto oficial. De fato, 66% da população aprova totalmente ou em parte o evento, basicamente porque acredita que ele aquece a economia, incentiva o esporte e melhora a imagem conturbada do país.
Tal percepção dos efeitos positivos parece tão equivocada quanto à atribuição de responsabilidade: para a maioria da população (60%), o governo federal e seus órgãos são quem mais responde pela organização da Rio 2016. Eduardo Paes deve ter sentido grande desgosto ao saber que a Prefeitura do Rio é considerada a menos responsável pela Olimpíada.
Quem olha mais de perto, como os habitantes da cidade-sede, encontra menos razões para otimismo. Apenas 26% dos cariocas “aprovam totalmente” os Jogos. É um empate técnico com a quantidade de moradores do Rio que “desaprovam totalmente” (24,1%). Os motivos mais citados para justificar a desconfiança são palpáveis: “dinheiro mal investido, rombo, crise econômica, gastos públicos e corrupção”.
Particularmente reveladora do ânimo local foi a resposta à pergunta “o que você viu de mais positivo até agora nos preparativos para a realização dos Jogos?”: 24% responderam “as obras de mobilidade urbana”; 21,7% (outro empate técnico) responderam “nada”.
A cidade de São José dos Campos receberá a tocha olímpica no dia 26, véspera do aniversário de 249 anos do segundo município mais populoso do interior paulista.

Segurança: Efetivo cresce 670% nos Jogos
Serão 49.845 homens em áreas de competição e vias de acesso contra 6.447 em dias normais
amazc3b4nia-oborc3a9-346O esquema de segurança terá um contingente que reúne mais de sete vezes o número de homens utilizados pela Polícia Militar em tempos normais. A multiplicação do efetivo decorre do reforço das Forças Armadas em ações de segurança pública e da Força Nacional de Segurança e no pagamento feito recentemente aos policiais civis e militares.
A partir do dia 24 de julho, quando todo o efetivo do evento já estará disponível, 49.845 agentes, entre militares das Forças Armadas, agentes da Força Nacional de Segurança e homens das polícias Militar e Federal, serão vistos nas ruas ou arenas. Não é à toa que o secretário de Segurança do Rio, José Beltrame tem dito que a preocupação é com a violência “antes e depois dos Jogos, não durante”. O efetivo é similar ao utilizado na Eco-92 e nos Jogos Pan-Americanos.
Para complementar o sistema de segurança, uma empresa privada ainda foi contratada para cuidar da revista de pessoas e bolsas nas entradas das arenas. Serão 2.012 postos de fiscalização. O contrato com a empresa é de R$17,3 milhões.

por Marco Osio Pugliesi

 


LIFE | artigos - Publicado 10:49 | - Redação

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