Projeto de modernização da carreira da Polícia Militar em SP prevê reajuste salarial, novas regras de promoção e impacto direto no efetivo

Um projeto de modernização da carreira da Polícia Militar foi encaminhado pelo governador Tarcísio de Freitas à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com medidas que alteram regras de promoção, reorganizam a estrutura da corporação e preveem aumento salarial. A proposta tramita em regime de urgência e impacta diretamente o efetivo da PM no estado.
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A iniciativa busca modernizar a carreira policial com critérios mais objetivos para progressão funcional e valorização profissional. Segundo o governador, a proposta pretende tornar a trajetória dos policiais mais previsível e eficiente, com reflexos no atendimento à população.
Entre as principais mudanças do projeto está a extinção da graduação de soldado de 2ª classe. Com isso, novos ingressantes passarão a ser aluno-soldado durante a formação e, ao concluí-la, serão promovidos automaticamente a soldado de 1ª classe.
A medida deve beneficiar diretamente 10.608 policiais, com aumento médio de R$ 480 no salário bruto. Além disso, o projeto prevê um reajuste linear de 10% para toda a categoria.
Promoções e impacto financeiro
O texto também estabelece um cronograma escalonado para promoções de soldados com mais de cinco anos ao posto de cabo. O processo está previsto para começar em dezembro de 2026 e ser concluído até dezembro de 2028.
O impacto financeiro estimado do projeto é de R$ 15 milhões em 2026, R$ 156,2 milhões em 2027 e R$ 252,3 milhões em 2028, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Caso seja aprovado, o salário inicial do soldado da Polícia Militar paulista passará de R$ 5.531,88 para R$ 6.085,07.
Reorganização da carreira e formação
De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a medida tem impacto direto na eficiência operacional. “Esse modelo reduz gargalos históricos, organiza o fluxo de promoções e alinha o efetivo às necessidades reais do serviço. É uma mudança estruturante, que valoriza o policial e aumenta a capacidade de resposta da corporação”, destacou.
Na área de formação, está prevista a criação de dupla titulação em Direito para oficiais formados pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Além disso, o curso de habilitação ao Quadro de Oficiais Especialistas (QOE) passará a ser exclusivo para subtenentes.
A proposta segue em análise na Alesp e pode sofrer alterações antes da votação final.
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Primeira Resposta
Precisou de uma nova campanha eleitoral à frente para que ele tentasse enganar novamente as forças policiais do Estado, esse carioca prometeu tudo isso na campanha anterior, demorou 3 anos e meio. Será que vai enganar o povo novamente ?