Golpes com nome do TJSP usam WhatsApp, telefonemas, e-mails e sites falsos para enganar cidadãos. Veja orientações oficiais e como se proteger

Golpes com nome do TJSP têm sido usados por quadrilhas especializadas para enganar cidadãos em todo o estado de São Paulo, por meio de WhatsApp, telefonemas, e-mails, cartas e falsos sites de leilões. O alerta reforça que o Tribunal de Justiça não solicita pagamentos, dados pessoais ou códigos por esses canais e orienta como confirmar a autenticidade de comunicações e documentos.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (Tribunal de Justiça de São Paulo) voltou a alertar a população sobre golpes com nome do TJSP praticados por criminosos que se passam por servidores, advogados ou leiloeiros. As fraudes utilizam logotipos oficiais, nomes de magistrados e informações reais para dar aparência de legitimidade.
Entre as práticas mais comuns estão contatos por aplicativos de mensagem e telefone solicitando depósitos, acordos falsos, envio de boletos e pedidos de dados pessoais. O TJSP esclarece que não solicita pagamentos por telefone ou WhatsApp e que processos e intimações devem ser consultados exclusivamente nos canais oficiais.
WhatsApp oficial
O TJSP utiliza o WhatsApp apenas para intimações de pessoas que já consentiram com esse formato, por meio do número oficial (11) 4802-9448, com selo azul de verificação da Meta. Mesmo nesses casos, não há solicitação de depósitos, dados pessoais ou códigos. As informações atualizadas estão disponíveis no site institucional do Tribunal.
Leilões judiciais
Para evitar golpes com nome do TJSP em leilões, o cidadão deve verificar se o leiloeiro consta na lista oficial do Tribunal e conferir se o endereço do site acessado corresponde exatamente ao do profissional. Sites idôneos apresentam dados do processo, como número da ação, vara responsável e documentos. Com essas informações, é possível confirmar a veracidade diretamente com a unidade judicial por e-mail institucional.
Telefonemas e falsas conciliações
Outra fraude recorrente é a falsa conciliação, em que alguém se apresenta como funcionário do fórum e promete acordo antes do ajuizamento da ação. Após a concordância da vítima, um suposto advogado envia boleto por e-mail. O Tribunal reforça: não há cobrança por telefone ou WhatsApp.
Precatórios
Pessoas com precatórios a receber são alvo frequente. O TJSP não solicita adiantamentos, taxas, custas ou impostos para liberação de valores. A ordem de pagamento é cronológica e definida pela Constituição Federal. Não são expedidos ofícios pedindo contato telefônico. Em caso de suspeita, a orientação é procurar o advogado da causa e registrar boletim de ocorrência.
Cartas e e-mails falsos
Criminosos enviam ofícios falsos com logotipos oficiais, informando sentenças favoráveis e pedindo depósitos. Os contatos indicados costumam direcionar a centrais falsas que simulam varas judiciais. O cidadão deve conferir telefones e e-mails oficiais no site do TJSP antes de qualquer ação.
Superendividamento
Golpistas também se passam por agentes do Banco Central ou conciliadores do programa de superendividamento. O Tribunal esclarece que não cobra valores por telefone ou WhatsApp. Os comunicados oficiais ocorrem por e-mail institucional, inicialmente pelo Procon e, se necessário, pelo Cejusc.
Links e phishing
Mensagens com links e anexos suspeitos são usadas para capturar dados pessoais. O chamado phishing explora a curiosidade do destinatário para induzir cliques e cadastros. A recomendação é não acessar links desconhecidos e nunca fornecer informações bancárias.
Selo digital
Certidões falsas de registro civil podem conter QR Codes que direcionam a páginas clonadas. A verificação legítima do selo digital ocorre exclusivamente no endereço oficial do TJSP. URLs semelhantes são indício de fraude.
Falso advogado
Criminosos se passam por advogados ou escritórios para solicitar transferências e dados. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP) disponibiliza formulário para vítimas e cartilha de prevenção, reforçando a importância do registro de ocorrência.
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