Giárdia; risco para cães e donos

Zoonose pode ser letal aos filhotes; diarréia com sangue é o sintomas mais evidente. Vacine seu cachorro e proteja a saúde de sua família!


Causada por um protozoário que se hospeda no intestino, a giárdia volta a representar ameaça à saúde pública de São José. O número de casos vem crescendo e a vacinação preventiva funciona com eficácia, protegendo animais, donos e as respectivas famílias. “São duas doses de vacina, que proporcionam prevenção pelo período de um ano. Nota-se um crescimento na quantidade de cachorros infectados. Esta zoonose é assintomática, ou seja, pode não apresentar sintomas, o que a torna ainda mais perigosa”, afirma o veterinário Roberto Takeo Shinkai, da “Pet Company” – clínica que disponibiliza a aplicação da vacina.
O parasita interfere nos processos digestivos, atrapalhando a absorção dos nutrientes, o que pode ocasionar diarréia, inflamação do intestino e desidra-tação. “Como a giárdia lesa as células intestinais, acarreta exposição do vaso sanguíneo e aí tem início a diarréia com sangue, sintoma mais evidente”, explica Shinkai. Nos casos mais graves, a doença pode ser letal em filhotes, animais com baixa imunidade e naqueles que apresentam outros quadros infecciosos associados.
“Se o cachorro passeia em vias públicas, parques ou praças há um risco considerável de contato com os cistos de giárdia. Por isso, a vacina é imprescindível”, conta o veterinário. O contágio ocorre pela ingestão dos cistos presentes nas fezes, que contaminam não somente o ambiente, como também a água, frutas, verduras e até mesmo objetos. “Quanto mais parasitas, maior será a área da parede do intestino afetada”, esclarece Shinkai.
Atualmente, o meio considerado mais seguro e eficiente para o diagnóstico da zoonose é o exame de fezes pelo método “Elisa”. Segundo o veterinário, o  exame permite detectar com precisão a presença do antígeno produzido pelo parasita no organismo do animal, mesmo nos períodos em que não há eliminação dos cistos.
Quanto ao tratamento, é baseado pratica-mente em medicamentos e na desinfecção do ambiente. Para evitar o ciclo contínuo de infecção, a higienização do espaço onde o cachorro vive é fundamental.
Não se deve jogar água sobre as fezes e sim removê-la e efetuar a lavagem do local com desinfetantes. A conscientização também é importante. O recolhimento dos dejetos dos animais nas ruas deixa as vias mais limpas, o que impulsiona a diminuição dos índices de contaminação por giárdia.

Leishmaniose visceral canina também representa ameaça – Doença parasitária grave, crônica e de fácil transmissão para o cão e o homem, a leishmaniose é transmitida ao cachorro pela picada do mosquito palha. “No Brasil o tratamento para os cães é proibido devido à falta de um estudo que comprove a eficácia. A doença é mais comum em áreas rurais e com grande concentração de animais silvestres. A vacina preventiva é a melhor opção”, enfatiza Shinkai.
Os principais sintomas consistem em feridas cutâneas que não cicatrizam, emagrecimento e atrofia muscular. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte.

LIFE | veterinaria - Publicado 06:04 | - Redação

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