Brasil apresenta primeiro caça supersônico Gripen produzido no país; aeronave foi montada em planta da Embraer com tecnologia sueca

Inédito! A apresentação do caça Gripen representa um marco para a indústria aeronáutica nacional. A aeronave F-39E foi montada na unidade da Embraer em Gavião Peixoto-SP, em parceria com a Saab (empresa multinacional da Suécia), dentro de um programa de transferência de tecnologia. O evento também contou com a presença do presidente Lula e de integrantes do governo federal e das Forças Armadas.
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Produção coloca Brasil em grupo seleto
Com o novo modelo, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países com capacidade de produzir aeronaves de combate supersônicas. O projeto faz parte de um contrato firmado em 2014, que prevê a aquisição de 36 caças para modernizar a frota da Força Aérea Brasileira.
A previsão é que ao menos 15 aeronaves sejam produzidas em território nacional. Até o momento, 11 unidades já foram entregues, com fabricação inicial na Suécia.
Tecnologia e inovação
O Gripen F-39 é equipado com sistemas avançados de combate e pode atingir velocidade de até 2.400 km/h, cerca de duas vezes a velocidade do som. A aeronave também possui capacidade de reabastecimento em voo e pode operar em missões de defesa, reconhecimento e ataque.
A unidade de Gavião Peixoto concentra etapas como montagem estrutural, integração de sistemas e preparação para voo. O local também abriga centros de desenvolvimento, testes e simulação.
Transferência de tecnologia
O programa envolveu cerca de 300 engenheiros brasileiros, que passaram por treinamento na Suécia. A parceria entre Embraer e Saab é considerada estratégica para o desenvolvimento da indústria nacional e pode abrir oportunidades de exportação no futuro.
Além disso, a produção do Gripen no Brasil é a primeira fora da Suécia desde a criação do modelo, ampliando o alcance internacional do projeto.
Investimento bilionário
O contrato para aquisição dos caças está estimado em cerca de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 21 bilhões). O objetivo é substituir aeronaves mais antigas e ampliar a capacidade operacional da FAB. A apresentação do primeiro modelo montado no país consolida o avanço tecnológico do setor de defesa e reforça o posicionamento do Brasil no cenário internacional.
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