Prefeito confiante na evolução do tráfego na rotatória após a liberação da ponte estaiada na sexta (24). “O trânsito vai melhorar muito. Tenho convicção absoluta disto”, afirma Felício Ramuth

Poucas vezes a realização de uma obra em São José gerou tanta polêmica aliada a um forte movimento popular contrário. No final da década de 90 poucos entendiam a real eficácia de um corredor batizado de Anel Viário, que prometia ligar a zona sul ao centro de forma direta e rápida. Apesar das críticas, a obra se concretizou sem tanta pressão e a avenida se tornou há 20 anos a principal via joseense e um dos mais emblemáticos cartões-postais do município.
A construção do Fórum foi outra verdadeira novela. Construtoras abandonaram o projeto e o prédio inaugurado em dezembro de 2012 no Aquarius demorou longos sete anos para ser finalizado. Já nos últimos anos a ponte estaiada sofreu uma retaliação jamais vista no desenvolvimento de São José. Seja por ações populares no Ministério Público e no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento, que não financiou diretamente os R$ 61,5 milhões gastos na ponte), abaixo-assinado ou correntes em mídias sociais.
A oposição foi forte e conseguiu parar duas vezes, por pequenos períodos, a construção da ponte. As críticas concentravam-se principalmente nas faltas de estudo sobre a real eficácia, ausência de impacto na vizinhança e de licenças ambientais. O esforço foi em vão e agora a ponte estaiada faz parte da realidade da zona oeste, sendo uma das vitrines da gestão do prefeito Felicio Ramuth dois anos após o anúncio oficial de sua construção.
“O trânsito vai melhorar muito. Tenho convicção absoluta disto. Tem muita gente chutando informação sem nenhum embasamento. Mais de 50% dos veículos que trafegam pela rotatória passarão por cima da ponte estaiada. Além do Arco da Inovação, teremos ciclovia e o alargamento da ponte sobre o córrego Senhorinha. Trata-se de um complexo viário. Foi tudo muito bem pensado”, afirmou Felicio.
Uma das peculiaridades reveladas por Felicio à Life diz respeito à passagem livre em direção ao Vidoca, no sentido de quem desce do Aquarius rumo à rotatória. “É mais um fluxo de direção atendido pelo complexo viário. Se não houver tráfego de pedestre a passagem permanecerá livre aos veículos. A região também receberá novos pontos de ônibus”, enfatizou o prefeito.
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Conforme a prefeitura o valor total da obra, que era de R$ 58,8 milhões, ficou R$ 2,7 milhões (aumento de quantitativo e adequação técnica) mais caro e o valor total passou a ser de R$ 61,5 milhões. Com a última mudança, a data inicial de término, que era para o dia 22 de abril, passou a 31 de maio devido à conclusão da Ponte do Senhorinha e desmobilização do canteiro’.







