Desmistificando a Doença de Alzheimer


Forma mais frequente das síndromes demenciais, enfermidade é responsável por cerca de 50% a 70% das causas de demência em países industrializados. Dedicação de familiares é essencial para o tratamento do paciente, que deve ter à disposição a melhor qualidade de vida possível

O Alzheimer é um tipo de demência que acomete o cérebro, em decorrência da morte das células cerebrais. É a forma mais comum de demência e sua complexidade e variantes vêm desafiando a medicina ao longo dos tempos.
“É progressiva, ou seja, os sintomas aumentam com o passar do tempo. Sua causa ainda não foi descoberta, mas os médicos já sabem que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não necessariamente hereditária. Portanto, se um membro da família tem, não significa que os outros também terão”, explica o neuropsiquiatria Carlos H. Ferreira Banys.
Segundo o especialista, o termo “demên-cia” assusta a maioria das pessoas, já que pode ter um sentido pejorativo. “Na medicina é empregado na definição de quadros que se caracterizam por deficiência cognitiva, persistente e progressiva que interfere nas atividades cotidianas do indivíduo”, esclarece.
Os portadores de Alzheimer tornam-se incapazes de assumir responsabilidades e de realizar tarefas simples. Também passam a não reconhecer familiares e se esquecem de fatos da vida, necessitando na maioria das vezes de ajuda integral de um cuidador. “A velocidade da evolução é bem variável e manter a qualidade de vida é essencial para minimizar os danos. Dedicação, amor e carinho fazem parte do tratamento”, destaca. Dentre os sintomas, os mais comuns são a perda da memória, incapacidade de aprender e reter coisas novas, alterações de comportamento e humor, modificações no pensamento e na capacidade de julgar, agressividade e variações na personalidade.
Conforme estipulado por especialistas, há sete estágios da doença.

Estágio 1: a pessoa não enfrenta problemas de memória nem evidências dos sintomas de demência.

Estágio 2: o indivíduo pode ter alguns lapsos de memória, como esquecer uma palavra ou a localização de um objeto de uso cotidiano.

Estágio 3: o paciente começa a apresentar um declínio cognitivo, que pode ser representado por aumento nos lapsos de memória, esquecimento de nomes, dificuldades na realização e no planeja-mento de tarefas cotidianas. Nesta fase, a doença já pode ser diagnosticada em alguns indivíduos. Amigos e familiares começam a notar as dificuldades enfrentadas pela pessoa.

Estágio 4: aumento do declínio cognitivo. Neste ponto, o médico consegue identificar diversos problemas enfrentados pelo paciente, como esquecimentos cada vez mais frequentes e alterações drásticas no humor, principalmente quando é necessário resolver um problema.

Estágio 5: nesta etapa é fácil perceber que o indivíduo está enfrentando dificuldades de se concentrar e de memória. Ele passa a necessitar de auxílio para realizar atividades simples, como tomar banho ou se alimentar. O paciente não pode mais ser deixado sozinho, pois se torna incapaz de lembrar seu endereço ou telefone. Já não tem noção do tempo ou do espaço, esquecendo-se do dia, ano ou mesmo não reconhecendo onde está. É comum que a pessoa peça para voltar para casa quando já se encontra nela.
Estágio 6: os problemas com a memória continuam a piorar. A pessoa muda de personalidade, pode tornar-se agressiva ou adotar comportamentos inapropriados que não tinha antes. Também enfrenta dificuldades para dormir e controlar as funções fisiológicas.

Estagio 7: na fase final, o indivíduo perdeu toda as habilidades de responder a estímulos, conversar e até mesmo controlar os movimentos. Ele ainda pode dizer palavras ou frases. O paciente não consegue se manter sentado e tem muita dificuldade para deglutir alimentos. Todos os seus reflexos estão prejudicados.

Diagnóstico – Não existe um exame especifico que determine se a pessoa tem Alzheimer. O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação detalhada que inclui análises do histórico médico e do status mental do paciente, além de exames como o de sangue e urina, para excluir a possibilidade de existirem outras doenças que tenham sintomas semelhantes aos do Alzheimer.

 


LIFE | saude - Publicado 07:36 | - Redação

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