Desmantelada quadrilha que fraudava o INSS em São José

Esquema criminoso foi investigado na operação Double Life realizada pela Polícia Federal em São José, Caraguatatuba e Rio de Janeiro

Um esquema abrangente e organizado que fraudava o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi desmantelado pela Polícia Federal. Batizada de Double Life, a operação é voltada exclusivamente ao combate a crimes previdenciários.  A investigação começou em junho após a notícia de que um idoso havia sido preso tentando sacar valores de aposentadoria no Banco do Brasil em São José dos Campos utilizando documento de identificação pessoal falso.

O objetivo inicial era identificar outras pessoas envolvidas naquele crime; porém descobriu-se um esquema organizado e montado para fraudar benefícios previdenciários de outras espécies, tais como aposentadorias, auxílio doença, salário maternidade, sendo as fraudes praticadas com auxílio direto de um servidor público da agência do INSS de São José dos Campos.

Três pessoas estão presas preventivamente, incluindo o servidor público, bem como cumpridos 08 mandados de busca e apreensões nas cidades de São José dos Campos/SP, Caraguatatuba/SP e Rio de Janeiro/RJ. Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa (art. 2º, § 4º, inciso II da Lei 12.850/2013), estelionato previdenciário (art. 171, § 3º do CPB) e inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do CPB), com penas máximas que, se somadas, podem chegar a mais de 25 anos de prisão.

A Operação contou com a participação de 28 Policiais Federais, 02 servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, além do apoio do Ministério Público Federal de São José dos Campos.

Esquema em 4 fases

1ª Fase – Cooptação de pessoas ou dados pessoais de terceiros (cuja participação nos crimes será apurada individualmente);

2ª Fase – De posse desses dados pessoais, o servidor público lotado na agência do INSS de São José dos Campos realizava a inclusão das informações no sistema de dados do INSS e criava os benefícios previdenciários falsos em nome das diversas pessoas cooptadas (até o momento já foram identificadas 27 pessoas envolvidas);

3ª Fase – Ainda no sistema do INSS, o servidor público envolvido nas fraudes gerava direito a valores atrasados de benefícios, resultando em grandes quantias a serem sacadas pelos beneficiários cooptados;

4ª Fase – A quadrilha utilizava diversas pessoas para comparecerem às agências bancárias e realizarem a retirada do cartão magnético e, posteriormente, efetuava o saque dos valores indevidos resultantes dos benefícios do INSS fraudulentamente implantados, dividindo entre seus membros a vantagem financeira obtida.

 

LIFE | cotidiano - Publicado 13:23 | - Redação

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