Depressão em mulheres


Estudos têm mostrado que a prevalência de um transtorno depressivo durante a vida nas mulheres é quase duas vezes superior a dos homens. “Elas têm maior probabilidade de desenvolver depressão durante os anos férteis”, aponta psiquiatra

A depressão é a principal causa de incapacidade relacionada a doenças em mulheres. Resultados de estudos epidemiológicos recentes indicam que a prevalência de um transtorno depressivo maior durante a vida nas mulheres (21,3%) é quase duas vezes superior a dos homens (12,7%).
Conforme o psiquiatra, Carlos. H. Ferreira Banys, esta proporção tem sido documentada em diferentes países e grupos étnicos. “As distinções entre gêneros relacionadas à depressão variam com a idade, englobam os filhos dos sexos masculino e feminino, mostrando taxas de incidência semelhantes”, afirma o especialista. Dados nacionais de comorbidades revelam que as diferenças de prevalência entre os sexos aparecem por volta dos dez anos e persistem até a meia-idade.
“Portanto, as mulheres têm maior risco de desenvolver transtornos durante seus anos férteis. Isso ocorre em razão do envolvimento de vários processos biológicos na predisposição das mulheres à depressão, incluindo vulnerabilidade geneticamente determinada, flutuações hormonais relacionadas a vários aspectos da função reprodutiva e uma sensibilidade indevida nos sistemas cerebrais que medeiam os estados depressivos”, destaca o médico.

E acrescenta. “Eventos psicossociais como estresse pelo papel exercido, vitimização, socialização, receio de enfrentar situações conflitantes e condições sociais de desvantagem têm contribuído para o aumento da vulnerabilidade das mulheres à depressão”, esclarece.
Segundo os estudos, as mulheres são mais suscetíveis que os homens à depressão ocasionada pelo estresse e alterações pelo fotoperíodo – mais de 80% dos indivíduos com transtorno afetivo sazonal são mulheres. Resultados também apontam que a depressão no sexo feminino pode se desenvolver durante as diferentes fases do ciclo reprodutivo como transtorno disfórico pré-menstrual, depressão durante a gravidez, transtornos depressivos do pós-parto e depressão da menopausa.
“Outros eventos reprodutivos relacionados à infertilidade, aborto, contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal também podem desencadear depressão”, afirma o psiquiatra.

TDPM – O Transtorno de Disforia Pré-Menstrual é o subtipo mais grave de síndrome pré-menstrual, com acentuação dos sintomas depressivos como variabilidade do humor, ansiedade, dificuldade de concentração, desesperança, perda de energia e alterações no apetite e sono. As prevalências são de aproximadamente 3% para TDPM e 40% para síndrome pré-menstrual menos grave, durante o período reprodutivo.

Gravidez – Sintomas depressivos durante a gravidez são um desafio quando impõem a necessidade de tratamento medicamentoso. “No primeiro trimestre ainda se aconselha evitar o uso de antidepressivos. Mas após esse período é recomendado. As consequências de depressão não tratadas podem ser deletérias para mãe e bebê e – não raramente – persistem após o parto”, conta o psiquiatra.
No período pós-parto é comum a mulher apresentar sintomas depressivos leves, que são autolimitados e de duração breve. “É preciso acompanhar a evolução do transtorno, já que pode ser o início de um quadro mais grave. Ainda não é possível explicar claramente a origem destes transtornos, mas possivelmente as mu-danças rápidas nos níveis hormonais associam-se com as manifestações depressivas”, salienta o entrevistado.

Menopausa – Flutuações importantes nos níveis hormonais ocorrem durante os anos que cercam a menopausa. As concentrações de estrogênio decrescem dramaticamente e é possível que ele tenha propriedades antidepressivas.
“Outros hormônios também estão alterados no climatério e podem se associar com o comprometimento do humor nesta fase da vida da mulher. Mais uma vez a serotonina parece atuar. Antidepressivos e isoflavonas são úteis não somente para o controle dos sintomas de humor como também para diminuir o calor da menopausa”, finaliza o especialista.


LIFE | saude - Publicado 11:51 | - Redação

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