Cuidados no verão: Zoonoses oferecem riscos a cães e donos

Casos de Leishmaniose, leptospirose e “verme do coração” são mais freqüentes durante o verão. Donos precisam permanecer atentos principalmente nas praças e áreas verdes

    Final de ano e as chuvas rotineiras do verão alagam ruas e contribuem com grande relevância para a proliferação das zoonoses, infecções e doenças que podem ser adquiridas através de contato com animais de estimação. Dentre as mais comuns e não por isso menos perigosas, destacam-se a leishmaniose, leptospirose e “verme do coração”, também conhecido como dirofilariose canina.
“Enfraquecimento e feridas na pele são os principais sintomas da leishmaniose, que utiliza o cachorro como hospedeiro. Em pessoas, esse protozoário afeta o fígado e pode causar falência hepática. Como é transmitida pela picada do pernilongo, as ocorrências aumentam consideravel-mente nos meses mais quentes”, afirma o veterinário, Roberto Takeo Shinkai.
Conforme abordagem do especialista, a leptospirose, transmitida pela urina do rato, é outra doença cuja disseminação aumenta no verão. “Ela também pode ser transmitida pela urina do cachorro contaminado. A leptospirose age de forma ativa, ou seja, penetra diretamente na pele, não precisando de feridas”, explica, antes de enfatizar a gravidade da doença. “Pode resultar em falências renal e hepática, tanto em cachorro como humano. Os sintomas variam e consistem em crises de vômito, mucosas amarela-das ou hemorragias”, acrescenta.
O ideal, segundo Shinkai, é manter atualizadas as vacinações V8 e V10. “Também existe vacinação própria para prevenir leptospirose”, frisa. Questionado sobre o “verme do coração”, o veteri-nário revela um fato curioso, procedente dos nódulos pulmonares originados pela moléstia. “Muitos médicos confundem e pensam que é câncer nas pessoas. Nos cachorros, o verme ocasiona insuficiência cardíaca e pode ser fatal. O tratamento é feito à base de antiparasitário”, finaliza.
Cuidados na praia são essenciais – A praia pode representar uma grave ameaça à saúde dos cachorros – caso não sejam adotados certos cuidados. “A larva do bicho geográfico não sobrevive ao sol e se acomoda nas sombras, justamente onde há maior concentração de pessoas e animais. Outro risco é a dirofilária, que tem o pernilongo como vetor. Como na praia existem muitos vira-latas, a dissemina-ção se torna fácil”, frisa Shinkai.
Outra preocupação é a leishmaniose. Conforme explanação do entrevistado, a cidade de Ubatuba, por exemplo, é uma das que possuem disseminação destes protozoários. “Em humanos esta doença pode ocasionar falência múltipla dos órgãos”, expõe.  Na opinião do especialista, o ideal é realizar uma prevenção mensal, já que o efeito do vermífugo – que é um medicamento preventivo e não curativo – dura em média 30 dias.
“A maioria das pessoas não faz exame antes de dar vermífugo, o que coloca a saúde do cachorro em risco”, esclarece. Apesar da fama de “transmissor de doenças”, o cão saudável e bem cuidado não oferece perigo na praia.
“O problema é que apenas 10% são devidamente tratados com orientação veterinária. O bom senso é que deve ditar as regras. Não é agradável soltar o animal. Ele pode incomodar pessoas, defecar na areia, brigar com outros cachorros e até atacar humanos“, encerra.

LIFE | veterinaria - Publicado 07:04 | - Redação

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