Cratera no Jardim Imperial segue instável e mantém rua interditada na zona sul de São José. Moradores recebem cestas básicas e colchões

A enorme cratera que surgiu no Jardim Imperial, na Zona Sul de São José dos Campos, segue sem prazo para reparo definitivo e mantém 156 pessoas desalojadas desde o último fim de semana. O trecho da Rua Felisbina de Souza Machado permanece totalmente interditado, coberto com lonas, enquanto moradores afetados recebem cestas básicas e colchões como apoio emergencial.
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Quatro casas e um prédio com 34 apartamentos foram interditados de forma preventiva pela Defesa Civil, resultando no desalojamento de 156 moradores, que foram acolhidos por familiares e amigos. Como medida emergencial, a prefeitura de São José dos Campos determinou a cobertura da cratera com lonas para reduzir o impacto das chuvas e evitar novos desmoronamentos. O local segue isolado com cavaletes e sinalização, sem previsão de liberação do tráfego.
Além das ações de contenção, a administração municipal iniciou a entrega de cestas básicas e colchões às famílias afetadas. Os moradores do prédio Residencial Jardins de Sevilha também puderam retornar temporariamente aos imóveis, acompanhados pela Defesa Civil, para retirar pertences essenciais.
O prefeito Anderson Farias (PSD) afirmou que as intervenções realizadas até o momento são exclusivamente emergenciais e que não há prazo definido para o reparo definitivo da cratera em razão das condições climáticas.
Segundo o prefeito, equipes da Defesa Civil, Secretaria de Obras e das concessionárias Sabesp, EDP e Comgás atuam de forma integrada no local. Ele destacou que estudos técnicos estão em andamento para avaliar a necessidade de uma obra estrutural mais ampla, incluindo a possível substituição das galerias de drenagem da via.
Esta é a segunda cratera registrada na mesma rua em um intervalo de cerca de duas semanas. A primeira ocorreu a aproximadamente 250 metros do novo afundamento e chegou a engolir um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto. De acordo com a Defesa Civil, a região apresenta histórico de problemas semelhantes há pelo menos 15 anos.
A prefeitura informou ainda que, caso o período de interdição se prolongue, estuda alternativas de apoio adicional aos moradores, como hospedagem em hotel ou concessão de aluguel social. As vistorias técnicas continuam sendo realizadas diariamente, e o monitoramento da área segue 24 horas por dia.






